O número de mortos pelo desabamento de um prédio em construção no centro de Madri chegou a quatro nesta quarta-feira (8), depois que os serviços de emergência recuperaram os corpos das duas últimas pessoas dadas como desaparecidas. Na noite de terça-feira (7), dois corpos haviam sido encontrados entre os escombros. A construção fica perto da Plaza Mayor, uma popular zona turística. O prédio de seis andares costumava abrigar escritórios e estava em reforma para se tornar um hotel de quatro estrelas. Os serviços de emergência informaram que, entre as vítimas, há três homens que trabalhavam no local e uma mulher supervisora da obra. A imprensa espanhola informou que os trabalhadores eram de Mali, Guiné e Equador. Outras três pessoas sofreram ferimentos leves. A causa do desabamento está sob investigação. O colapso ocorreu no interior do prédio, deixando a fachada intacta. “Todo o nosso carinho e apoio às suas famílias, amigos e colegas neste momento tão difícil”, afirmou o prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, em um post no X nesta quarta. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também prestou condolências em uma publicação nas redes sociais. “Um sincero abraço às famílias, amigos e colegas das quatro pessoas que faleceram no desabamento do prédio no centro de Madri”, escreveu. A operação de busca envolveu o uso de drones e cães farejadores. De acordo com o registro online de edifícios em construção de Madri, o imóvel foi construído em 1965. Passou por duas inspeções técnicas —em 2012 e 2022— e foi classificado como “desfavorável” devido “ao estado geral da fachada, do exterior, das paredes divisórias, do telhado, dos terraços e do sistema de encanamento e esgoto”. O antigo prédio de escritórios, localizado em uma área central de Madri, perto do Palácio Real, estava sendo convertido em um hotel pela incorporadora Rehbilita, segundo informações em seu site. A Rehbilita não respondeu a um pedido de comentário feito pela agência Reuters. O imóvel pertence ao fundo saudita RSR, um investidor imobiliário especializado em hotéis de luxo e apartamentos turísticos na Espanha e em Portugal. A RSR comprou o prédio por € 24,5 milhões (cerca de R$ 153 milhões) em 2022. A reforma, aprovada pelas autoridades municipais em dezembro de 2024, tinha previsão de duração de dois anos.
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