O Exército de Libertação Nacional (ELN) afirmou ter encontrado e identificado o corpo de Camilo Torres Restrepo, padre, sociólogo e uma das figuras mais simbólicas da guerrilha colombiana. A declaração foi feita quase seis décadas após sua morte em combate, em 1966. Até o momento, no entanto, nenhuma autoridade do Estado colombiano confirmou a veracidade do achado. Órgãos oficiais ressaltam que não há comprovação científica que valide a informação divulgada pela guerrilha. As autoridades colombianas destacam que qualquer identificação desse tipo precisa seguir protocolos forenses independentes, capazes de assegurar, com rigor técnico, a autenticidade dos restos mortais. Em nota divulgada na quinta-feira (23), o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) na Colômbia afirmou que realiza análises para verificar se uma das amostras recebidas corresponde a Camilo Torres Restrepo. “O INMLCF realiza análises forenses para estabelecer se uma das amostras corresponde ao senhor Camilo Torres Restrepo e esclarece que não tem sob sua custódia o corpo em questão”, informou o órgão. Na sexta-feira, o ELN divulgou comunicado afirmando que o corpo do chamado “padre guerrilheiro” teria sido localizado e plenamente identificado. O grupo também declarou a intenção de transferir os restos para Bogotá, com a proposta de que sejam depositados no campus da Universidade Nacional da Colômbia. Camilo Torres é uma figura central da história política colombiana. Defensor da Teologia da Libertação, ele ingressou no ELN nos anos 1960 e se tornou um símbolo de luta na América Latina.
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