Posse está marcada para o próximo dia 7; opositor fala em corrupção, enquanto Petro não reconhece resultado O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, determinou, nesta terça-feira (7), a suspensão do processo de transição com o governo de Gustavo Petro. Em postagem na rede X, Espriella disse que instruiu o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, a parar a transição, acusando a gestão Petro de “destruir a Colômbia”. “Meu dever é proteger os interesses da nação e garantir uma transição séria e transparente que sirva a todos os colombianos, jamais legitimando o desastre ou desrespeito à ordem constitucional“, afirmou o presidente eleito. Na postagem, Abelardo afirmou que, em meio ao processo de transição, teria encontrado indícios de corrupção e “contratos direcionados” durante o governo Petro, mas não deu detalhes. A posse está marcada para o próximo dia 7. Petro reagiu, na mesma rede social, chamando De la Espriella de “despreparado”. Segundo ele, a transferência de poder seguirá seu curso “perante o povo” até a meia-noite de 6 de agosto. “Aqueles que se retiram do processo de transição são aqueles que não suportam o testemunho público de sua falta de preparo e da natureza caluniosa de seus insultos públicos”, afirmou. “O que está por vir é um autoritarismo quase totalitário, dado o poder que Abelardo adquiriu até agora nos tribunais e no Congresso. O fascismo está chegando, e o fascismo não é algo que se possa tolerar; ele precisa ser derrotado”, pontuou Petro. O mandatário colombiano tem sustentado que Abelardo teria sido “eleito do exterior, com votos que não existiram, em uma porcentagem ajustada automaticamente por algoritmos criados por empresas privadas israelenses com a aprovação de seu governo genocida”.
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