MQ-9 Reaper enviado pelos EUA à América do Sul pode realizar missões de vigilância, acompanhar alvos e transportar mísseis e bombas guiadas. (Foto: Lt. Col. Leslie Pratt/Força Aérea dos EUA/Wikimedia Commons)
O governo dos Estados Unidos começou a deslocar drones MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador nesta semana. O objetivo da movimentação militar é fortalecer a ofensiva contra cartéis de drogas e organizações criminosas na região. As aeronaves, que anteriormente estavam na África, são operadas remotamente e possuem alta tecnologia para vigilância prolongada e precisão em missões de ataque.
Quais são as principais características técnicas do drone Reaper?
O MQ-9 Reaper é uma aeronave de grande porte, muito superior aos modelos usados para lazer. Ele possui 11 metros de comprimento e asas que se estendem por 20 metros, tamanho comparável a aviões comerciais pequenos. Quando está carregado com combustível e equipamentos, seu peso pode chegar a 4,7 toneladas. Equipado com um motor potente, o drone atinge cerca de 370 km/h e voa a uma altitude de 15 quilômetros. O controle é feito totalmente à distância por militares em estações na terra, garantindo que o piloto opere sensores e imagens sem estar fisicamente no aparelho.
Como essa tecnologia ajuda a vigiar criminosos durante a noite?
A grande vantagem do Reaper no combate ao crime é sua capacidade de permanecer horas sobre uma mesma área sem ser notado. Ele utiliza câmeras de alta definição e sensores infravermelhos, que detectam o calor de corpos ou motores, permitindo enxergar alvos com clareza mesmo na escuridão total. Esses sistemas conseguem identificar e acompanhar a movimentação de pessoas, carros e barcos suspeitos em tempo real. As informações geográficas e as imagens captadas do alto são enviadas imediatamente para as equipes policiais e militares que estão atuando em solo ou no mar.
Os drones enviados para a região estão autorizados a realizar ataques?
Embora o MQ-9 Reaper seja capaz de carregar quase duas toneladas de armamentos, como mísseis Hellfire e bombas guiadas por laser, ainda não há uma confirmação oficial de que os aparelhos enviados à Colômbia e ao Equador tenham autorização imediata para disparar. Contudo, o Comando Sul dos Estados Unidos indicou que Washington avalia a possibilidade de realizar ataques terrestres pontuais contra esconderijos e instalações logísticas de facções criminosas. Por enquanto, o foco principal declarado das missões na América do Sul é a vigilância estratégica e o rastreio de rotas.
Por que os Estados Unidos decidiram priorizar o envio dessas aeronaves agora?
A movimentação reflete uma mudança nas prioridades do Pentágono sob a gestão de Donald Trump, que colocou o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental como um ponto central da defesa americana. A presença militar na região tem crescido progressivamente, incluindo o uso de caças e aeronaves de ataque em operações no Caribe, que resultaram em ações contra o tráfico marítimo e até na captura do ditador Nicolás Maduro. Países como Colômbia e Equador têm aprofundado a cooperação com Washington, utilizando drones americanos para resgatar sequestrados e capturar líderes criminosos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.


