O presidente Donald Trump disse em pronunciamento nesta sexta-feira (3) que o mundo está próximo de ver a paz no Oriente Médio depois que o grupo terrorista Hamas concordou com algumas das exigências do plano apresentado pelos Estados Unidos para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. “Obrigado aos países que ajudaram imensamente, todos estavam unificados para que essa guerra terminasse e para ver paz no Oriente Médio, e agora estamos muito próximos de conquistar isso. Obrigado, e todos serão tratados de forma justa”, disse o republicano em vídeo de pouco mais de um minuto. Trump agradeceu o Qatar, a Turquia, a Arábia Saudita, o Egito e a Jordânia pelos esforços diplomáticos em mediar as conversas entre os EUA, Israel e o Hamas. “Esse é um grande dia, vamos ver o que acontece. Precisamos acertar os detalhes, mas estou ansioso para ver o retorno dos reféns”, afirmou o presidente. Trump se pronunciou antes do governo israelense, que ainda não comentou a resposta do Hamas. É grande, entretanto, a pressão para que o premiê Binyamin Netanyahu apoie o plano e entre em negociações para concretizar o cessar-fogo e a volta dos reféns. O grupo terrorista palestino disse na sexta concordar com a libertação de todos os reféns israelenses e que abrirá mão de governar a Faixa de Gaza. O Hamas assinalou, contudo, que está pronto para começar negociações, ainda com mediadores, para discutir detalhes e outros pontos, como o de desarmamento, com o qual não se comprometeu. Apesar disso, mais cedo, em uma publicação na sua rede social, Trump respondeu positivamente ao comunicado do Hamas e disse acreditar que o grupo “está pronto para uma paz duradoura”. “Israel deve parar imediatamente os bombardeios contra Gaza para que possamos retirar os reféns de forma rápida e segura! Por enquanto, é muito perigoso fazer isso”, escreveu o presidente americano. “Estamos em discussões sobre os detalhes que serão acordados. Isso não é só sobre Gaza, é sobre a tão buscada PAZ no Oriente Médio.” Em nota, o gabinete do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que “Israel está preparado” para a implementação imediata da primeira fase do plano de Trump. “Continuaremos a trabalhar em total cooperação com o presidente e sua equipe para encerrar a guerra, de acordo com os princípios estabelecidos por Israel.” O líder da oposição, Yair Lapid, ofereceu a Netanyahu o apoio parlamentar necessário para que o acordo possa ser fechado sem que os membros extremistas do governo possam derrubá-lo —Netanyahu se mantém no poder graças ao apoio de partidos pequenos de extrema direita. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Dois dos líderes desses partidos, os extremistas Itamar Ben-Gvir e Bezalel Smotrich, já disseram que aceitar o plano de paz proposto por Trump seria como assinar um acordo de rendição e reconhecer a derrota de Israel no campo de batalha. Dessa forma, o apoio de Lapid no Knesset, o Parlamento israelense, pode ser essencial para que Netanyahu possa encerrar a guerra —se houver vontade política do próprio premiê para tanto. O Hamas, por sua vez, estava sob intensa pressão de países árabes, incluindo Qatar, Egito, Jordânia e Arábia Saudita, e dos EUA para responder ao plano de paz apresentado por Trump na última segunda (29). Nessa sexta, o presidente americano havia repetido ultimato que fez durante a semana ao dizer que um “inferno total” seria lançado sobre o grupo terrorista caso não houvesse resposta até o domingo (5).
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