O aumento da temperatura associado ao rápido envelhecimento da população na América Latina traz preocupações para a saúde pública no Brasil e no continente. No cenário mais extremo de aquecimento, a porcentagem de mortes por causa do calor vai mais que dobrar nas próximas décadas, chegando a mais de 2% do total de óbitos. É o que mostra um novo estudo do projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina, que reúne pesquisadores de instituições de noves países latino-americanos, mais Estados Unidos. A análise dos impactos do aquecimento foi feitA em 326 cidades com projeção até 2054. Segundo um dos autores, diretor do Centro Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP, Nelson Gouveia, durante as ondas de calor, há aumento da mortalidade e hospitalizações, principalmente por doenças cardiovasculares. Como recomendação, Nelson Gouveia lembra tanto medidas como o controle das emissões de gases do efeito estufa quanto de adaptação para novos cenários. A proporção da população com 65 anos ou mais deve mais do que dobrar no continente, entre 2020 e 2050. Um crescimento muito mais rápido que a média global. A conclusão do estudo é a necessidade das autoridades de saúde pública intensificarem as formulações de políticas para as necessidades de saúde para proteger a população idosa das temperaturas extremas. *Com produção João Barbosa
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