A imprensa do Irã informou, nesta terça-feira (8), que um míssil americano atingiu um navio petroleiro iraniano em frente à costa da ilha de Kharg, sem registro de vítimas. O local abriga a principal instalação petrolífera do país persa. “Um pequeno petroleiro iraniano foi alvo de um ataque com mísseis por parte do Exército terrorista dos Estados Unidos a quatro milhas [6,4 km] da ilha de Kharg. O petroleiro foi atingido por um projétil lançado pelas forças americanas na área de fundeio da ilha de Kharg”, afirmou a agência de notícias Tasnim. Anteriormente, a mídia iraniana já havia noticiado explosões ouvidas a partir dessa ilha, situada no Golfo e de onde se exporta a maior parte do petróleo do país, e na cidade portuária de Jask, perto do estratégico estreito de Hormuz. O Comando Central das Forças Armadas americanas, por sua vez, afirmou que cinco navios petroleiros do Irã foram destruídos no ataque desta terça, após a Guarda Revolucionária atacar um navio americano com mísseis balísticos por duas vezes nos últimos dias. O comunicado militar afirma que o navio americano “evadiu com sucesso” os ataques e que ninguém ficou ferido. “O som de várias explosões foi ouvido em partes da ilha de Kharg”, noticiou a agência de notícias Mehr, sem dar detalhes. “Por volta das 21h45 esta noite [15h15 em Brasília], explosões foram ouvidas na cidade de Jask. A explosão aconteceu em dois estágios, a uma curta distância um do outro”, informou a agência de notícias Fars. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter atacado uma base americana na Jordânia, que não confirmou a operação. As forças iranianas ainda ameaçaram atacar petroleiros em portos do Kuwait e do Bahrein e alertaram as tripulações para que deixem os locais. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA continuarão destruindo petroleiros iranianos em retaliação aos ataques do regime persa. “O Irã continua tentando atacar navios da Marinha dos EUA, e cada vez que faz isso ou tenta fazer isso, perde petroleiros, e acho que hoje vocês verão isso novamente”, disse Rubio durante uma visita à Colômbia. Ainda nesta terça, a Guarda já havia anunciado a apreensão de um drone submarino americano não tripulado em Hormuz, via que Teerã bloqueou há meses em meio à guerra no Oriente Médio. “As forças navais da Guarda Revolucionária capturaram um dos submarinos mais modernos, inteligentes e não tripulados do exército terrorista dos Estados Unidos na entrada de Hormuz, em uma operação complexa que envolveu inteligência e ação tática na madrugada de hoje”, afirmou a Guarda em comunicado divulgado pela televisão estatal. “Este submarino inteligente está equipado com a tecnologia subaquática mais avançada do mundo e foi entregue à frota do exército terrorista americano em 2025.” “Este submarino foi capturado e suas imagens serão divulgadas nas próximas horas”, afirma. A mídia iraniana informou que as principais capacidades do veículo subaquático não tripulado incluem “reconhecimento e vigilância subaquática, mapeamento do fundo do mar, detecção de minas e inspeção de cabos e oleodutos submarinos”. O Irã mantém um bloqueio em Hormuz desde o início da guerra, com o ataque conjunto dos EUA e Israel no final de fevereiro. Essa hidrovia normalmente transporta cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito. Os Estados Unidos impuseram seu próprio bloqueio aos portos iranianos para fazer frente à ação iraniana. O Irã afirma que planeja cobrar taxas dos navios que transitam pelo estreito para financiar serviços, incluindo proteção ambiental, uma medida à qual os EUA se opõem veementemente. Em uma nova expansão do conflito na região, ainda nesta terça, os houthis, grupo rebelde do Iemên apoiado pelo Irã, atacaram quatro cidades no sul da Arábia Saudita, ferindo mais de 70 pessoas e incendiando instalações petrolíferas. Os rebeldes, que controlam a maior parte das áreas povoadas do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa, afirmaram ter lançado uma ampla operação em território saudita. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O grupo usou drones e mísseis para atingir uma base aérea saudita na cidade de Khamis Mushait, no sul do país, e alvos pertencentes à estatal petrolífera do país em Abha, Najran, na fronteira com o Iêmen, e Jazan, importante cidade portuária do mar Vermelho que abriga uma grande refinaria e uma usina de energia. As autoridades sauditas descreveram incêndios nos locais atingidos e informaram que mulheres e crianças estavam entre os feridos. Os relatos sugerem que os ataques estiveram entre os maiores realizados contra a Arábia Saudita desde que EUA e Israel iniciaram a guerra contra o Irã.
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