O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou nesta terça-feira (8) para Vladimir Putin e disse ao colega russo que o fim da Guerra da Ucrânia irá promover a restauração completa dos laços políticos e econômicos entre Washington e Moscou. O assessor presidencial russo Iuri Uchakov fez o relato. A ligação de Trump ocorreu dois dias depois de os EUA retomarem o processo de mediação da guerra, que dura quatro anos e meio. No fim de semana, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner se encontraram primeiramente com Putin em Moscou, e depois com Volodimir Zelenski, na sua primeira visita à Ucrânia desde que Trump voltou ao poder. Ambos os lados relataram conversas positivas, mas ainda não está certo se a negociação direta entre as partes, interrompida desde que Trump passou a dar atenção prioritária à sua própria guerra contra o Irã, no fim de fevereiro, irá ocorrer. Zelenski afirma que é possível que isso ocorra ainda neste mês, mas o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, expressou um otimismo de outra natureza nesta terça. Ele afirmou acreditar que a “a vitória está próxima”. No telefonema a Putin, segundo Uchakov, Trump pediu novamente um fim rápido para o conflito. O líder russo descreveu sua visão da linha de frente e das hostilidades no geral, e reafirmou que não tem planos para atacar nenhum integrante europeu da aliança militar Otan. Tal temor foi um dos motivos que levou o americano a enviar seu chefe de espionagem, John Ratcliffe, a uma rara viagem a Moscou, na semana retrasada. A abordagem de Trump nesta terça foi típica de seu estilo, calcada nas vantagens econômicas que a paz traria. “Na sua visão, isso [a restauração total da relação EUA-Rússia] terá impacto particular em comércio e laços econômicos, prometendo enormes benefícios aos dois países”, disse Uchakov. A conversa ocorreu logo após os bombardeios russos a Kiev serem retomados, depois de terem sido pausados durante a preparação e a viagem dos enviados americanos. Ao menos cinco pessoas morreram, e a Força Aérea disse que houve “dezenas de mísseis balísticos” em ação. Os militares só disseram ter derrubado a maioria dos 142 drones e 31 de 32 mísseis de cruzeiro. O impacto da escassez de defesa aérea em relação especialmente aos modelos balísticos, mais rápidos e letais, tem sido foco das queixas recentes de Zelenski. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Nesta terça, ele recebeu a promessa de que irá receber até mil mísseis para o sistema Patriot, em um prazo indeterminado, de seus aliados europeus. O número parece bastante superestimado. Os governos do Reino Unido e da Alemanha também se comprometeram a fornecer outros armamentos. Os ataques de Kiev contra os russos deixaram vítimas também nesta terça. Ao menos uma pessoa morreu em Briansk e outra em Belgorodo, duas regiões meridionais que fazem fronteira com a Ucrânia. Outros dois civis morreram na Crimeia, anexada por Putin em 2014.
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