O coordenador da delegação brasileira da Global Sumud Flotilha, João Aguiar, afirmou à coluna que embarcações do movimento humanitário foram atacadas pelo Exército de Israel nesta terça-feira (23), em águas internacionais próximas à ilha grega de Creta. “São 40 barcos na flotilha e 7 foram atacados. Drones jogaram granadas de luz e cápsulas com líquido fedido, que arde ao contato da pele”, contou Aguiar, por telefone, cerca de uma hora após o início da ofensiva. “Um tripulante foi atingido, mas se lavou logo em seguida e passa bem.” Segundo ele, 15 brasileiros estão distribuídos em nove barcos. “Estamos em posição de defesa e agrupados, como fomos treinados. Isso faz parte da guerra psicológica que Israel faz contra nós. O ataque foi em águas internacionais, mais um crime de guerra por parte de Israel”, afirmou. Israel divulgou nas redes sociais horas antes que a “flotilha do Hamas” recusou a proposta israelense de “desembarcar pacificamente” na Marina de Ashkelon, em Israel, e então seguir para Gaza. Não houve, até então, menção aos ataques. “Isso prova seu verdadeiro objetivo: servir ao Hamas em vez de entregar ajuda aos civis de Gaza”, afirmou. Procurada pela coluna, a embaixada israelense não respondeu até o momento. Nas redes sociais, a Global Sumud informou que, além das explosões e da ação de drones, houve também interferência nas comunicações. “Não seremos intimidados. Cada tentativa de nos calar só fortalece nosso compromisso de levar ajuda a Gaza e romper o cerco ilegal”, declarou a Global Sumud. Eles também postaram um suposto vídeo do ataque. Veja abaixo: A flotilha reúne embarcações de diversos países que tentam furar o bloqueio marítimo imposto por Israel à Faixa de Gaza. Na semana passada, o Itamaraty pediu que Tel Aviv respeite “todas as normas de direito internacional e direito humanitário” e garanta a segurança dos barcos, que têm caráter pacífico e humanitário. A organização atual envolve cerca de 80 barcos de 44 países, com aproximadamente 700 pessoas a bordo. Entre os brasileiros estão a vereadora Mariana Conti (PSOL-Campinas) e o ativista Thiago Ávila, que já havia sido detido em uma ação semelhante, em maio. No início do mês, a flotilha também relatou ataques de drones enquanto passava pela Tunísia. Dois barcos foram danificados, mas reparados e reintegrados ao grupo. Desde então, as embarcações seguiram pela costa da Sicília, na Itália, até chegarem à Grécia. A expectativa dos ativistas é alcançar Gaza em até uma semana. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
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