A procuradora de Paris anunciou nesta terça-feira (25) que mais dois homens e duas mulheres foram detidos no âmbito da investigação do roubo de joias no Museu do Louvre, em Paris, somando-se às quatro pessoas já acusadas neste caso ocorrido em outubro. Os homens detidos têm 38 e 39 anos, e as mulheres, 31 e 40, informou em comunicado a procuradora de Paris, Laure Beccuau, sem revelar quais acusações foram apresentadas contra eles. Segundo o jornal Le Parisien, entre os detidos está o quarto homem que participou do roubo que ganhou as manchetes em todo o mundo. Os outros três foram presos em outubro. No dia 19 de outubro, criminosos conseguiram entrar no museu e roubar em poucos minutos joias da coroa francesa avaliadas em US$ 100 milhões (cerca de R$ 539 milhões). As peças continuam desaparecidas. A ação dos criminosos ocorreu às 9h30 locais (4h30 em Brasília) de um domingo, meia hora depois da abertura do museu. Quatro homens estacionaram sob a Galeria Apolo, subiram em uma plataforma, quebraram uma janela e usaram serras para cortar as vitrines de vidro que guardavam os tesouros. Toda a ação durou apenas sete minutos. O acervo levado incluía peças que pertenceram à imperatriz Maria Luísa, esposa de Napoleão Bonaparte, além de joias de Hortênsia, enteada do imperador e rainha da Holanda, e de Maria Amélia, esposa do rei Luís Felipe e última rainha da França. Durante a fuga, os criminosos deixaram cair uma coroa feita de diamantes e esmeraldas que pertenceu à imperatriz de origem espanhola Eugênia de Montijo, esposa de Napoleão 3º. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O roubo reacendeu críticas sobre o estado do museu mais visitado do mundo. O Tribunal de Contas considerou que se privilegiou aquisições de obras e “operações visíveis e atrativas” em detrimento da segurança. Um relatório elaborado pelo tribunal afirmou que o museu foi negligente e ignorou alertas sobre a segurança do edifício nos últimos sete anos. Diante de um estado de deterioração alarmante, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou no início do ano um “projeto colossal” para modernizá-lo, com um novo acesso, uma sala dedicada à Mona Lisa e entradas mais caras para os visitantes não europeus.
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