As cerimônias fúnebres do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto num ataque israelo-americano em 28 de fevereiro, começam hoje em Teerã e prolongam-se por seis dias, percorrendo várias cidades do Irã e do Iraque. © Lusa O funeral, que deve ser o maior da história do país, contará com um forte esquema de segurança. A cerimônia acontece em um momento em que Irã e Estados Unidos mantêm negociações indiretas para encerrar a guerra, após os líderes dos dois países assinarem um memorando de entendimento, seguido por uma troca de ataques. Entre este sábado e domingo, o corpo do ex-aiatolá ficará em velório na Mosalla (que significa “local de oração”), um dos espaços mais importantes da República Islâmica. Na segunda-feira, será realizado um cortejo pelas ruas da capital. O funeral passará por cidades de grande importância política e religiosa, como a cidade-seminário xiita de Qom e as cidades iraquianas de Karbala e Najaf. O sepultamento está previsto para quinta-feira, em Mashhad, a cidade mais sagrada do Irã, onde fica o santuário do imã Reza. O local abriga seu túmulo e é considerado o principal destino de peregrinação do país. As autoridades esperam que milhões de pessoas acompanhem as cerimônias, realizadas cerca de seis meses após a forte repressão aos protestos populares contra o governo de Khamenei. Na sexta-feira, centenas de autoridades iranianas e estrangeiras já haviam prestado homenagens ao ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, que governou o país por mais de três décadas. Ali Khamenei foi morto no primeiro dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro. O funeral acabou sendo adiado em razão do conflito. Ele foi sucedido pelo filho, Mojtaba Khamenei, que ficou ferido no mesmo bombardeio e não foi visto em público desde então. Leia Também: Jerusalém quer cobrar imposto municipal a igrejas cristãs Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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