Presidente do país afirma que ação contra grupo apoiado pelo Irã busca restabelecer a autoridade estatal. Tropas disseram atingir alvos estratégicos na capital; emissora ligada aos rebeldes atribui ação à Arábia Saudita © Getty Images SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O líder do governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou neste domingo (4) o início de uma grande operação militar contra os rebeldes houthis -apoiados pelo Irã- com o objetivo de retomar o território sob controle deles. “Hoje, anuncio o início de operações militares para retomar o território restante da República e estender a autoridade do Estado e de suas instituições por todo o território nacional”, disse o presidente iemenita, Rashad al-Alimi, em um pronunciamento televisionado. Ainda não está claro se o país recebeu apoio internacional para fazê-lo ou qual a extensão da operação. Pessoas próximas ao grupo rebelde e às forças governamentais afirmaram à agência AFP que mais de 70 pessoas morreram nas últimas 24 horas em combates na província de Taiz, no oeste do Iêmen. Após vários dias de confrontos, ambos os lados relataram mortes na região: o governo reconhecido pela comunidade internacional e apoiado pela Arábia Saudita reportou 34 mortos, e os houthis, outros 39. Momentos depois do anúncio do governo iemenita, os houthis afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra instalações da petrolífera Saudi Aramco em Riad e na região de Khurais -afirmando que provocaram grandes incêndios- em resposta ao que descreveram como 50 ataques aéreos e com mísseis realizados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen nas últimas 12 horas. A monarquia saudita não confirmou imediatamente a informação. Mais cedo, durante a madrugada, as Forças Armadas do Iêmen já haviam informado que estavam realizando ataques contra os houthis na capital Sanaa e na região de Saada, reduto do grupo. Um porta-voz das forças iemenitas, alinhadas ao governo reconhecido internacionalmente, disse que as tropas estavam visando o que descreveu como “alvos vitais”, sem fornecer mais detalhes. A emissora Al Masirah, controlada pelos houthis, noticiou anteriormente um ataque a Sanaa que teria sido realizado pela Arábia Saudita. Não houve confirmação imediata por parte da Arábia Saudita sobre o relato. O conflito entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças alinhadas ao governo apoiado pela Arábia Saudita havia cessado em grande parte após uma trégua em 2022, mas os combates recomeçaram como um desdobramento da guerra mais ampla entre o Irã e os Estados Unidos. As hostilidades foram retomadas este ano depois que os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em julho e começaram a atacar o território e embarcações sauditas, ao mesmo tempo em que as forças houthis obtinham ganhos territoriais significativos ao longo da costa do mar Vermelho no Iêmen. A Arábia Saudita respondeu com ataques aéreos no Iêmen e apoiou as forças governamentais que lutam para expulsar os rebeldes do país. Leia Também: Coreia do Norte reconhece teste de mísseis em plena tensão com Seul Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
Ultimas Noticias
- Festival de Primavera de Boipeba encerra 1ª edição com sucesso de público e celebração da cultura
- Afrocidade, samba, ancestralidade e forró embalam a segunda noite do Festival de Primavera de Boipeba
- Perseguição bolsonarista do voto contra chega também a Valença: uma vergonha!
- VII Semana de Arte e Cultura celebra a força do Zambiapunga e a identidade cultural de Nilo Peçanha
- Saudades emocionam visitantes do Campo da Esperança, em Brasília
- Inscrições para vagas remanescentes do Fies terminam na terça-feira
- Três em cada dez cidades não têm plano contra desastres climáticos
- Lula garante que programas sociais serão mantidos


