Os Estados Unidos demitiram o principal responsável pelo planejamento militar do país, segundo informaram veículos de imprensa americanos nesta quinta-feira (29), em um momento em que o governo de Donald Trump parece estar preparando novos ataques contra o Irã. O tenente-general do Exército, Brett Sylvia, foi afastado nesta semana do cargo de chefe de estratégia, planejamento e política do Estado-Maior Conjunto, segundo a revista The Atlantic, que cita fontes não identificadas do Departamento de Defesa. CBS e Fox informaram que a demissão de Sylvia estava relacionada a vazamentos. Segundo a CBS, um funcionário do Pentágono afirmou que o general foi reprovado em três testes com detector de mentiras ao ser questionado se havia compartilhado informações sigilosas com a imprensa. O caso de Sylvia é o mais recente de uma série de altos oficiais militares demitidos desde o retorno de Trump ao poder, em janeiro de 2025. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse em novembro que Washington reduziu em 20% o número de generais e almirantes, medida que atribuiu a uma maior “prestação de contas”. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O governo Trump também declarou guerra aos vazamentos para a imprensa, especialmente em todo o meio militar. Um porta-voz do Estado-Maior Conjunto divulgou inicialmente um comunicado confirmando a saída de Sylvia e desejando-lhe sucesso, mas depois o retirou e afirmou: “Após uma análise adicional, concluímos que o comunicado não refletia adequadamente todas as circunstâncias”. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, declarou em uma publicação no X que o Departamento de Defesa “tem tolerância zero com a divulgação intencional e não autorizada de informações sigilosas” e que havia tomado as medidas necessárias para proteger informações sensíveis. Parnell, no entanto, não mencionou o nome do tenente-general Sylvia. O presidente avalia lançar novos bombardeios contra o Irã após as eleições de meio de mandato. “Talvez façamos outra pequena ‘Fúria Épica’”, declarou o republicano na semana passada, em referência aos ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro, que mataram o aiatolá Ali Khamenei e desencadearam a guerra. Não houve ataques significativos de Washington ou Teerã contra alvos em terra desde o início de setembro, e o conflito tem se concentrado em ataques a navios comerciais. Entre os cargos que ocupou anteriormente, Sylvia comandou a divisão do Exército encarregada de ataques aéreos e liderou uma unidade no Iraque.
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