Na Argentina, começou à 0h desta quinta-feira (19) a greve geral convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT) em protesto contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei. A paralisação vai durar 24 horas e teve adesão de sindicatos de transporte, trabalhadores do setor público, empregados do comércio e serviços bancários, entre outros. Ao todo, 13 sindicatos aderiram ao movimento. Jorge Sola, um dos secretários-gerais da CGT, afirmou que houve adesão de mais de 90% das entidades sindicais. Um dos setores mais impactados pela paralisação foi o de aviação. A Aerolíneas Argentinas informou que mais de 31 mil passageiros serão afetados pelo cancelamento de 255 voos. A medida terá um impacto econômico estimado em US$ 3 milhões. No Brasil, pelos menos 29 voos com procedência ou destino à Argentina foram cancelados. Reforma trabalhista As reações negativas são generalizadas. Entre as mudanças que constam na reforma trabalhista estão a flexibilização das regras de contratação, a alteração do sistema de férias, a extensão da jornada de trabalho de oito para 12 horas e o pagamento de salários em moeda estrangeira. O texto proposto pelo governo Milei também prevê a limitação do direito à greve, o teto das indenizações por demissão, a redução de auxílios-doença e a restrição da capacidade dos trabalhadores de reivindicar indenizações após a demissão. Votação Os debates para a votação da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados começaram às 14h30 desta quinta-feira. Há uma lista de 40 oradores para discursar. Cada um deles deve falar por cinco minutos. A previsão é que votação seja finalizada na madrugada de sexta-feira (20). A Frente Sindical organizou protestos em frente ao Congresso argentino durante os debates e houve confrontos com a polícia ao longo da tarde. *Com informações da agência Reuters e da Agência Brasil
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