Um grupo de hackers associado ao Irã afirmou ter invadido a caixa de emails pessoais do diretor do FBI, Kash Patel, e divulgado parte do conteúdo na internet, incluindo fotografias e o que seria o currículo do chefe da agência federal americana. Em seu site, o grupo, que se identifica como Handala Hack Team, escreveu que Patel “agora encontrará seu nome na lista de vítimas hackeadas”. A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar de forma independente a autenticidade dos emails publicados. Ainda assim, uma amostra do material analisada indica uma mistura de mensagens pessoais e profissionais, escritas de 2010 a 2019. Um funcionário do Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou à Reuters que a conta de email de Patel foi comprometida, mas não deu detalhes sobre o alcance da invasão. Procurados, o FBI e o grupo que teria sido responsável pelo ataque não se manifestaram sobre o assunto. Patel, aliado de Trump, é acusado por críticos de ter instrumentalizado o FBI, a polícia federal dos EUA. Ele foi acusado, por exemplo, de ter determinado uma série de expurgos a mando do líder republicano. Teriam sido atingidos funcionários que trabalhavam em casos penais relacionados ao presidente ou que eram percebidos como desleais a ele, incluindo pessoas experientes no combate a ameaças à segurança. Filho de imigrantes indianos, Patel é advogado e foi assessor no Comitê de Inteligência da Câmara em 2017, quando, em plena investigação sobre a interferência russa nas eleições do ano anterior, tornou-se um dos rostos mais combativos contra o chamado “estado profundo”, expressão usada pela direita para acusar órgãos de segurança de conspirar contra Trump. Patel também já manifestou apoio aos invasores do Capitólio, que tentaram reverter à força a derrota de Trump para o democrata Joe Biden em 2020. Ele chegou a se referir aos policiais que investigaram o republicano, acusado de insuflar a turba, como “gângsteres criminosos”. Em um livro publicado em 2022, ainda compilou uma “lista inimiga” de políticos e burocratas de Washington. Na guerra em curso no Oriente Médio, a Guarda Revolucionária do Irã disse nesta sexta (27) ter impedido três navios de atravessar o estreito de Hormuz e afirmou que a rota está fechada para embarcações que se dirigem a portos ligados aos seus inimigos, em referência aos EUA e Israel. O veto representa mais uma escalada da crise no Golfo durante conflito que completará um mês neste sábado (28) e que provoca instabilidade energética em todo o mundo.
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