“Consideramos que não existe uma solução militar para a questão do Iêmen, do estreito de Bab el-Mandeb e de outras áreas da região”, afirmou Araqchi em entrevista ao jornal Iran Daily. Nesse contexto, o chanceler destacou que a situação no Iêmen “não pode ser atribuída ao Irã” e rejeitou qualquer responsabilidade, afirmando que “o que acontece em Bab el-Mandeb tem raízes antigas, assim como as questões envolvendo o Iêmen, a Arábia Saudita e outros países da região”. As declarações foram feitas poucos dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizar o Irã pelos ataques realizados pelos rebeldes houthis contra navios sauditas no Mar Vermelho. Trump também ameaçou atacar ambas as partes caso o grupo iemenita continue disparando contra embarcações que passam pelo estreito de Bab el-Mandeb. O presidente norte-americano criticou os ataques dos houthis à Arábia Saudita, afirmando que eles reacenderam o conflito entre os dois lados, e apontou diretamente Teerã como responsável pela escalada da tensão. Nas últimas horas, os rebeldes houthis do Iêmen reivindicaram a autoria de dois ataques com projéteis contra cidades no sul da Arábia Saudita. As ações ocorreram após um bombardeio da coalizão internacional liderada por Riad contra posições do grupo na cidade iemenita de Hodeida, no oeste do país. Leia Também: 1.500 militares mobilizados a partir desta noite para incêndios em França
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