O Irã descreveu nesta segunda-feira (13) o senador americano Lindsey Graham, conhecido por sua postura hostil em relação a Teerã e por seu apoio à guerra, como “malévolo”, um dia após sua morte súbita aos 71 anos. “Nosso povo não vai lamentar a morte de um homem cuja filosofia de vida era a agressão e a intimidação”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei. “Todo o seu ser era malévolo”, acrescentou ele, depois que vários canais de televisão públicos celebraram a morte de Graham. Lindsey Graham era um reconhecido defensor do Estado de Israel dentro do Partido Republicano e havia pressionado para que Washington atacasse Teerã e derrubasse seu regime. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, expressou pesar por perder “um de seus maiores apoiadores”. De acordo com um integrante do governo em Tel Aviv, o premiê pretende comparecer ao funeral. Após a notícia de seu falecimento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou a morte do aliado e determinou que as bandeiras americanas fossem hasteadas a meio mastro em homenagem ao parlamentar. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Advogado e integrante da Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul, Graham foi eleito para a Câmara dos Representantes em 1994 e para o Senado em 2002, cargo que ocupou até o fim da vida. Segundo a autópsia divulgada por seu gabinete, a causa da morte do parlamentar foi a dissecação de uma aorta —isto é, um vazamento na artéria que leva o sangue do coração para o resto do corpo— provocado por uma doença cardiovascular arteriosclerótica. Graham começou a aparecer na mídia ao fim da década de 1990, quando integrou a equipe da Câmara dos Representantes responsável pelo processo de impeachment do então presidente Bill Clinton. Embora a Casa tenha aprovado o impeachment, Clinton acabou absolvido pelo Senado e permaneceu no cargo até 2001, sendo sucedido por George W. Bush.
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