Por sua vez, o Irã classificou como alvos militares as universidades israelenses e norte-americanas no Oriente Médio, em resposta aos ataques de Estados Unidos e Telavive contra suas instituições de ensino. Ao mesmo tempo, os rebeldes huthis do Iémen lançaram, pelo segundo dia consecutivo, mísseis contra o sul do território israelense. Em comunicado, o Exército de Israel afirmou que, nos últimos dias, “o regime iraniano começou a transferir seus centros de comando para unidades móveis, depois que a maioria deles foi atingida pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) durante o último mês”. Segundo a nota, caças israelenses destruíram vários desses centros de comando temporários, “incluindo os comandantes que operavam neles”, durante a mais recente onda de bombardeios. O Exército israelense acrescentou que seus ataques também atingiram infraestruturas da indústria de armamentos iraniana, incluindo “dezenas de depósitos e fábricas de armas”. Por sua vez, a agência iraniana Fars informou que “várias explosões foram ouvidas” na capital Teerão, sem dar mais detalhes. Em um comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, foi afirmado que “todas as universidades do regime de ocupação [referindo-se a Israel] e dos Estados Unidos são alvos legítimos, até que duas universidades sejam atacadas em resposta às instituições iranianas destruídas”. A Guarda Revolucionária também alertou “todos os funcionários, professores e estudantes de universidades americanas na região, assim como os moradores próximos”, para que mantenham distância de pelo menos um quilômetro dessas instituições. Na madrugada de sábado, Estados Unidos e Israel bombardearam a Universidade de Ciência e Tecnologia em Teerã e, na quinta-feira anterior, atacaram a Universidade Tecnológica de Isfahan, no centro do país — sem registro de vítimas fatais em nenhum dos casos. Enquanto isso, os rebeldes xiitas huthis do Iêmen, aliados do Irã, realizaram “a segunda operação militar” com o lançamento de mísseis de cruzeiro e drones contra vários alvos militares no sul de Israel, segundo o porta-voz militar do grupo, Yahya Sarea. As Forças de Defesa de Israel informaram que um dos drones, que acionou alarmes por volta das 20h (horário local) em Eilat, foi abatido, e que um míssil foi interceptado antes de atingir a fronteira israelense, conforme divulgado pelo The Times of Israel. O porta-voz huthi afirmou ainda que o grupo continuará os ataques “nos próximos dias”, até que Israel suspenda suas operações militares, que classificou como “crimes contra o povo e os países da região”. Leia Também: “Vai conseguir correr”. Vídeo mostra Noelia Castillo a tentando andar
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