O Exército israelense disse que abriu fogo nesta terça-feira (14) contra um grupo de palestinos que teria se aproximado de suas forças no norte da Faixa de Gaza. As autoridades de saúde no território, controladas pelo grupo terrorista Hamas, afirmaram que pelo menos seis pessoas foram mortas em dois incidentes separados. As Forças Armadas afirmaram que “vários suspeitos” cruzaram um limite estabelecido para uma retirada inicial das tropas israelenses de acordo com o plano de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, violando o acordo. “Após múltiplas tentativas de afastá-los, os suspeitos se recusaram a obedecer, levando as tropas a abrirem fogo para eliminar a ameaça”, afirmou o Exército em um post no X, que pede que os palestinos “sigam as instruções e mantenham distância das tropas israelenses”. O episódio ocorre um dia após a libertação dos 20 reféns vivos que ainda estavam em poder do Hamas e a entrega de quase 2.000 prisioneiros sob custódia de Israel à Cisjordânia e Faixa de Gaza, trazendo alívio e euforia a israelenses e palestinos. Ainda na segunda (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assinou, com os representantes de Egito, Qatar e Turquia, um acordo de cessar-fogo, oficializando a trégua que começou na última sexta-feira (10). Dúvidas sobre os próximos passos do acordo de paz, porém, pairam sobre a região. A despeito da conferência no Egito, questões cruciais seguem sem resolução —como o desarmamento do Hamas, a reconstrução da Gaza e a natureza exata do governo tecnocrático que deve assumir o controle do território palestino. Esses pontos fazem parte do plano de paz de Donald Trump, aprovado tanto por Israel quanto pela liderança do Hamas e referendado por países mediadores, como Egito, Turquia e Qatar. Nos últimos dias, entretanto, o grupo terrorista tem evitado se pronunciar sobre os próximos passos das negociações, enquanto o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu, que não foi à reunião no Egito, diz que “a guerra ainda não acabou”.
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