A Justiça do Equador decretou a prisão preventiva da ex-candidata presidencial de esquerda Luisa González, por suposta lavagem de dinheiro para o financiamento da campanha eleitoral de 2023, informou o Ministério Público nesta sexta-feira (23). González, 48, foi detida na véspera para uma audiência de formulação de acusações, em meio a uma investigação sobre a origem de cerca de 500 mil dólares (R$ 2,5 milhões) usados em propaganda eleitoral. O juiz responsável pelo caso acatou o pedido do Ministério Público e decretou a prisão preventiva, informou o órgão em uma mensagem na rede social X. Ele não detalhou as razões pelas quais a opositora permanecerá detida enquanto é investigada, antes de eventuais condenações. González declarou-se uma “perseguida política” do governo do presidente Daniel Noboa, vencedor nas urnas contra ela em duas ocasiões, segundo um áudio da audiência publicado em suas redes sociais. Nele, ela se dirige a um juiz e expressa sua disposição para “colaborar com a justiça” e, ao mesmo tempo, “exigir um tratamento justo”. González pertence à Revolução Cidadã, partido do ex-presidente Rafael Correa (2002-2017), um crítico ferrenho de Noboa a partir de seu exílio na Bélgica. Cercanías A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo “Senhor juiz, é importante que o senhor saiba que esta é a segunda vez que sofro uma busca e apreensão. Na primeira vez, em 28 de janeiro, eu poderia ter ido embora. De lá para cá, fato omitido pela promotora, saí do país várias vezes. E em todas, em todas elas, eu retornei”, declarou a ex-candidata à presidência. Seu partido ficou inabilitado este ano e não poderá participar das eleições para prefeitos e prefeitos provinciais no final de novembro.
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