O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, expressou orgulho pela relação com a Rússia, numa carta enviada ao Presidente russo Vladimir Putin, informou hoje a imprensa oficial de Pyongyang. © Lusa A Coreia do Norte já se envolveu diretamente ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia, enviando tropas e armas, e Kiev acusou Pyongyang de estar preparando um novo destacamento de soldados para apoiar Moscou. “Sinto-me sempre orgulhoso por poder vislumbrar um futuro ainda mais promissor para as relações bilaterais, liderando, juntamente com você, os laços entre a República Popular Democrática da Coreia [nome oficial da Coreia do Norte] e a Rússia, que perpetuaram a história de nossa luta comum”, disse Kim a Putin, segundo a KCNA. De acordo com a agência estatal de notícias norte-coreana, Kim reafirmou ainda seu apoio a Moscou na guerra contra a Ucrânia, dizendo estar convencido de que o aliado prevalecerá sob a “sábia liderança” de Vladimir Putin. Na sexta-feira, Putin enviou uma carta a Kim por ocasião do 81º aniversário da libertação da península coreana da ocupação japonesa, no fim da Segunda Guerra Mundial. Na mensagem, o presidente da Rússia elogiou a relação bilateral, classificando-a como estando em um “nível sem precedentes de parceria estratégica abrangente”. Na terça-feira, o presidente ucraniano afirmou que o Exército russo usou “mísseis balísticos norte-coreanos” para atacar a cidade de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, matando pelo menos seis pessoas. Um dia antes, Volodymyr Zelensky afirmou que a Rússia será reforçada com tropas da Coreia do Norte, que também teria fornecido a Moscou mais mísseis balísticos. Zelensky pediu ao Japão e à Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, que prestem assistência a Kiev na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, impulsionado pela experiência adquirida no apoio a Moscou. Em junho de 2024, Putin viajou a Pyongyang — sua primeira visita à Coreia do Norte em quase um quarto de século — e assinou com Kim uma aliança militar entre dois Estados nucleares. O tratado inclui cláusulas de assistência militar mútua, violando diretamente as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra Pyongyang. Nos dois anos seguintes ao pacto, tropas norte-coreanas combateram ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, enquanto mísseis e munições de artilharia fabricados por Pyongyang chegaram ao campo de batalha para abastecer a máquina de guerra russa. No início de 2026, os serviços de inteligência sul-coreanos estimaram que cerca de 6 mil soldados norte-coreanos, mais de um terço dos que haviam sido enviados para território russo, tinham morrido ou ficado feridos nos combates. A Rússia começou a usar mísseis balísticos norte-coreanos contra a Ucrânia no fim de 2023 e, desde então, ajudou a melhorar a capacidade de sobrevivência e a precisão do sistema. Leia Também: Terremoto: Colômbia pede aos EUA suspensão de tarifas para reconstrução Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
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