A líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, chegou à China nesta terça-feira (7) para um possível encontro com o dirigente Xi Jinping numa viagem que ela chamou de “jornada histórica pela paz”. A presidente do Kuomintang (KMT), maior partido de oposição taiwanês, viaja num momento de crescente pressão militar chinesa sobre a ilha. Esta é a primeira viagem de um líder do KMT à China em uma década, embora a China ainda não tenha confirmado se Xi se encontrará com Cheng. Em aparições públicas, o presidente taiwanês Lai Ching-te afirmou estar aberto a conversas, mas reiterou que a ilha tem o direito de traçar seu próprio caminho. “Taiwan não faz parte da República Popular da China e tem o direito de buscar um modo de vida que valorize a democracia, a liberdade e os direitos humanos”, disse. Pequim considera a ilha como seu território. O Parlamento, dominado pela oposição, trava um plano do governo de gastos extras de US$ 40 bilhões com defesa. A China, que nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan sob seu controle, recusou-se a falar com o presidente Lai, dizendo que ele é um “separatista”. Cheng está indo à China um mês antes da cúpula programada do presidente americano Donald Trump com Xi em Pequim. Embora Trump e Xi possam firmar acordos de boa vontade em Pequim sobre comércio de produtos agrícolas e peças de aeronaves, também se espera que discutam áreas de profunda tensão, como Taiwan, onde pouco progresso é esperado. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Antes de ir ao aeroporto, Cheng admitiu na sede do partido, em Taipé, que algumas pessoas se sentiam desconfortáveis com sua viagem. “Se você realmente ama Taiwan, vai aproveitar até a menor chance, cada oportunidade possível, para evitar que Taiwan seja devastada pela guerra. Prefiro acreditar que todos os taiwaneses esperam que esta viagem seja bem-sucedida. Podemos transformar o lugar mais perigoso do mundo no lugar mais seguro do mundo”, disse ela. O governo republicano liderado pelo KMT fugiu para Taiwan em 1949, após a derrota na Guerra Civil Chinesa para os comunistas liderados por Mao Tsé-Tung.
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