O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, pediu nesta sexta-feira (20) que o governo retire a segurança de inimigos internos e externos. A declaração foi enviada ao presidente Masoud Pezeshkian em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel no Irã, que chegou ao 21º dia e passou a incluir ataques a instalações de gás natural e refinarias de petróleo no Oriente Médio. No comunicado, Khamenei também lamentou a morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, morto em um bombardeio israelense no início da semana, e declarou que haverá resposta às mortes de integrantes do governo. “Expresso minhas condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib. Sem dúvida, a ausência dele deverá ser compensada com esforços redobrados dos demais responsáveis e funcionários desse sensível ministério, garantindo que a segurança seja retirada dos inimigos internos e externos e concedida a todos os compatriotas”, diz um trecho do comunicado publicado nas redes sociais de Khamenei. Khamenei assumiu o comando após a morte de seu pai, Ali Khamenei, durante um ataque aéreo no início da guerra. Desde a nomeação, Mojtaba não apareceu em público. O governo iraniano confirmou também a morte do general Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária. Em nota, a Guarda Revolucionária do Irã classificou o ataque como ação terrorista e afirmou que haverá resposta. “Prometemos continuar seu caminho firme e esperançoso no combate aos criminosos terroristas, especialmente nos campos da guerra suave e cognitiva, e jamais permitiremos que a poderosa voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), centrada no povo, seja silenciada nos corações dos crentes, nem toleraremos qualquer deficiência no poder suave e espiritual da IRGC”, diz um trecho. O governo declarou que o general atuou por décadas na estrutura militar e na área de comunicação, com participação em operações recentes e na divulgação de informações durante conflitos. Segundo o comunicado, a atuação do militar incluiu registros de guerra e atividades ligadas à comunicação institucional. A declaração concluiu com um versículo do Alcorão, ressaltando a soberania divina sobre os opressores. “E Ele é o Supremo sobre Seus servos, o Sábio, o Onisciente”, finaliza.
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