O presidente Lula assinou nesta quinta-feira (27) o projeto de lei que cria as universidades federais indígena e do esporte. Com sede em Brasília (DF), a primeira Universidade Federal Indígena do país, a Unid, trará um modelo de educação que visa fortalecer as identidades e saberes tradicionais em diálogo com o conhecimento acadêmico não-indígena. O ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou a diversidade da cultura dos povos originários: “Nós temos 274 línguas indígenas e 305 povos indígenas nesse país. E até 2026, todo aluno quilombola, indígena nas universidades federais terá a bolsa de assistência estudantil nesse país.” Cursos da Unid Entre os cursos de graduação e pós-graduação previstos, estão áreas como: saúde, agroecologia, gestão ambiental e territorial, engenharias e tecnologias, formação de professores, direito, promoção das línguas indígenas, e sustentabilidade socioambiental. Segundo o Censo do IBGE, o país tinha cerca de 9 mil estudantes indígenas matriculados no ensino superior em 2011. O número saltou para 46 mil em 2022. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara destacou que a universidade indígena é uma dívida histórica: “A Universidade Federal Indígena representa mais do que uma nova instituição de ensino superior. Ela concretiza uma reparação histórica e apresenta para o Brasil e para o mundo uma proposta de pensamento e produção de conhecimento que rompe com a lógica colonial.” Universidade do Esporte Além da Universidade Federal Indígena, o presidente Lula também assinou o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Esporte, com foco na promoção da ciência desportiva e na formação de profissionais de excelência. A universidade contará com políticas de inclusão e acessibilidade para garantir um acesso mais democrático à formação esportiva. O presidente Lula ressaltou que não se pode permitir que o esporte sobreviva do milagre de cada um individualmente: “O que a gente vai é dar condições científicas, técnicas para aperfeiçoar aquilo que a pessoa já tem. A pessoa nasce com aquele dom. O que precisa é ter chance. Tem atleta que não tem um tênis para correr. Têm pessoas que não têm as calorias e as proteínas necessárias para se alimentar. Essas pessoas terão muito menos chance de ser um atleta de alto rendimento. E de quem é o papel? É do Estado.” A UFEsporte terá estrutura sediada em Brasília e também deverá contar com centros regionais em outros estados. Está prevista a inclusão de estruturas do legado das Olimpíadas, como o Centro de Formação Olímpica no Ceará e a Arena Carioca 1 no Rio de Janeiro.
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