Mais de 180 pessoas morreram ou desapareceram nos últimos dez dias após naufrágios no Mediterrâneo, informou nesta terça-feira (7) a Organização das Nações Unidas. As rotas do Mediterrâneo são os principais caminhos de entrada irregular na Europa e também os mais letais. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que, apenas neste ano, ao menos 990 pessoas morreram tentando realizar a travessia. Segundo o órgão, a marca representa “um dos inícios de ano mais mortais” desde 2014, quando começou a série histórica. A agência indicou que, desde 28 de março, pelo menos 181 pessoas morreram ou desapareceram em cinco naufrágios distintos. No incidente mais recente, ocorrido no domingo (5), mais de 80 imigrantes desapareceram quando a embarcação em que viajavam naufragou após partir da Líbia com aproximadamente 120 pessoas a bordo. Desde 2014, 34 mil pessoas são consideradas desaparecidas na travessia. A maioria delas na rota conhecida como o Mediterrâneo Central, em que migrantes saem principalmente da Líbia e da Tunísia em direção à Itália e a Malta.
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