Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram neste sábado (4) em Tirana, capital da Albânia, no maior protesto contra um projeto turístico ligado à família do presidente americano, Donald Trump, em uma área protegida. Foi o 35º protesto ligado ao tema e o maior desde que começaram os atos, no fim de maio, contra a construção de um hotel de luxo vinculado à filha de Trump, Ivanka, e a seu marido, Jared Kushner, em uma reserva natural na costa do país europeu. A oposição ao resort se tornou um foco de expressão contra a corrupção percebida no país. Os manifestantes pediram a renúncia do primeiro-ministro, Edi Rama, pelo que consideram falta de transparência. O movimento foi batizado de Revolução dos Flamingos, em alusão às aves de plumagem cor-de-rosa que migram para a reserva natural onde fica o projeto. Segundo os manifestantes, o projeto hoteleiro, avaliado em 4,6 bilhões de dólares (cerca de R$ 23,7 bilhões), representa um risco para o meio ambiente e uma lagoa próxima importante para as aves migratórias. “O que começou com a Revolução dos Flamingos desatou um amplo descontentamento público”, disse Alketa Ademi, 40, que compareceu ao protesto. “Falta de transparência, arrogância. Chega! O primeiro-ministro tem que sair”, acrescentou. A oposição à construção gera protestos diários em Tirana. Na quinta-feira (2) a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água contra manifestantes que tentavam chegar à sede do Parlamento. Alguns manifestantes responderam atirando ovos, pedras e outros objetos contra a polícia. Naquele dia, aproximadamente 15 agentes ficaram feridos e 25 manifestantes foram detidos, segundo a corporação. Euro Radar Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris
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