A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, negou que o governo esteja “enchendo a máquina” com servidores. Ela defendeu a reestruturação de carreiras e a contratação de novos profissionais, mesmo com a chegada da digitalização. Ela participou nesta quinta-feira (2) do programa Bom Dia Ministra da EBC. Esther Dweck afirmou que desde 2016, 70 mil pessoas deixaram o serviço público federal. Somente no governo atual, ainda saíram 16 mil, enquanto 19 mil foram contratados. O saldo é pequeno, disse ela. “Teve uma cobertura na imprensa muito equivocada de que a gente estaria enchendo a máquina, E aí é sempre bom a gente poder esclarecer isso para população para explicar que, na verdade, o que a gente está fazendo é recompondo a capacidade do Estado brasileiro de prestar políticas públicas”. A ministra explicou que a reestruturação de carreiras no governo, com a extinção de funções obsoletas, apostou em carreiras com atuação mais ampla, com a lei aprovada pelo Congresso Nacional no mês passado, o número de carreiras no Executivo Federal passou de duas para oito. Mesmo com o avanço da digitalização dos serviços, Esther Dweck defendeu a necessidade de servidores, porque a política pública é feita por pessoas. “A tecnologia ajuda, ela é uma aliada das pessoas, mas a não pode ter nada sem supervisão humana, a gente não pode ter nenhuma decisão feita por máquina, a gente vai continuar tendo pessoas e a gente precisa de pessoas. A gente tem a maior flexibilidade de alocação, porém, a vai continuar contratando e a nossa tendência é contratar cada vez mais por essas carreiras transversais.” Segundo ela, o governo pode chamar cerca de 7 mil pessoas este ano, entre eles aprovados no CNU, Polícia Federal e Fiocruz, inclusive no segundo semestre. O período eleitoral não deve ser um problema. “Todos os concursos homologados antes de junho, do defeso eleitoral, podem ser chamados durante o período eleitoral. O que você não pode homologar um concurso novo durante o período eleitoral. Então, concurso homologados não tem trava eleitoral.” A ministra afirmou ainda que as contratações não expandiram os gastos com o pessoal e que são feitas de acordo com as regras fiscais. Essa despesa em relação ao PIB é de 2,4% atualmente, mesmo o patamar de antes do atual mandato do presidente Lula.
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