O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu, nesta terça-feira (12), na Câmara dos Deputados, o fim da escala 6×1 e a diminuição da jornada de trabalho no país. Ele ressaltou que o Brasil tem condições de buscar um entendimento em torno da pauta. Para o ministro, esse é um avanço geracional e os empregados demandam uma mudança imediata no atual modelo de trabalho no país: “Do ponto de vista do trabalhador, quando a gente olha os estudos também, baseados em dados e em evidência, o que a gente percebe é que você tem ganho de saúde física e mental. Têm estudos aqui publicados na The Lancet, estudo da Nature do ano passado, de 2025, que fala de maior habilidade para o trabalho, mais tempo de descanso, menos problema com o sono, aumento da saúde profissional, aumento da produtividade, menos doenças cardíacas, enfim, uma série de questões que, para o trabalhador, são fundamentais.” Dario Durigan afirmou ser contra a criação de uma compensação econômica para as empresas com a redução jornada, já que a mudança também vai trazer ganhos de produtividade: “Porque não cabe indenização quando a gente reconhece ganhos geracionais. E isso não é só o Brasil que faz. Isso é um debate mundial. Outros países fazem, fazem melhor que a gente, já fizeram há muitos anos antes da gente, e não coube indenização para quem não é o titular dessa hora de trabalho. Com isso eu não quero dizer, cumprindo o compromisso do Ministério da Fazenda, que nós não estamos preocupados em carregar, em construir, um caminho da economia que seja bom para todo mundo. Por isso que é preciso pensar em, por exemplo, discutir um ‘Desenrola’ para pequenos negócios.” O ministro da Fazenda reforçou que as mudanças implementadas pelo governo federal também auxiliam uma maior produtividade da economia, como a implementação da reforma tributária, que pode fazer o PIB crescer 20% nos próximos 15 anos. Comissão especial Uma comissão especial discute na Câmara os diversos projetos que acabam com atual escala 6×1, de apenas um dia de descanso, e também debate a redução da jornada máxima, que hoje é de 44 horas semanais. As propostas buscam uma nova escala, 5×2 ou 4×3, e a redução para 40 ou 36 horas semanais. A expectativa é que uma Proposta de Emenda à Constituição seja votada ainda neste semestre na Câmara dos Deputados.
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