O homem mais pesado do mundo, Juan Pedro Franco, morreu no dia 24 de dezembro, em um hospital do estado de Aguascalientes, no México, aos 41 anos, vítima de uma grave infecção renal. A informação foi confirmada por seu médico, José Antonio Castañeda, ao Daily Star. Juan, que bateu o recorde do Guinness como o homem mais pesado do mundo, com 595 quilos, em 2017, quando tinha 32 anos, “desenvolveu complicações sistêmicas nos dias que antecederam sua morte”. De acordo com a imprensa internacional, Juan Pedro Franco encontrava-se “praticamente imóvel”, acamado em decorrência da obesidade mórbida e dos problemas de saúde associados ao excesso extremo de peso. Em 2017, ano em que entrou para o Guinness World Records, Juan iniciou um programa médico intensivo sob a supervisão do médico José Antonio Castañeda. O tratamento incluía uma dieta mediterrânea rica em frutas e vegetais, seguida por duas cirurgias bariátricas. Como resultado, o mexicano chegou a perder 208 quilos. Em 2020, Juan contraiu Covid-19 e correu risco de vida, mas conseguiu se recuperar. No entanto, cinco anos depois, acabou morrendo em decorrência de uma grave infecção renal. A imprensa internacional destaca que o México enfrenta uma grave epidemia de obesidade infantil, sendo um dos países com as maiores taxas do mundo. Quase 40% das crianças em idade escolar apresentam excesso de peso ou obesidade. Essa situação é impulsionada pelo alto consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, além do sedentarismo. O país já implementou diversas medidas para combater o problema, mas os resultados ainda não são visíveis. Um dos casos mais complexos do mundo O médico de Juan chegou a descrever o caso como um dos mais complexos que já tratou e elogiou a “honestidade” do paciente ao reconhecer as dificuldades para emagrecer. Quando entrou para o livro de recordes do Guinness, Juan revelou que tentou fazer dieta, mas que “nada funcionava”, o que apenas o deixava “desesperado”. O programa de emagrecimento conduzido por José Antonio Castañeda acabou se tornando, assim, uma “luz no fim do túnel”. “O simples fato de conseguir levantar os braços, levantar todos os dias e me esforçar para beber um copo d’água ou ir ao banheiro já me faz sentir ótimo. É fantástico poder me movimentar mais e ser mais autossuficiente”, afirmou na época. Leia Também: Flossie é a gata mais velha do mundo (e faz hoje 30 anos)
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