O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou neste domingo (29) ter ordenado a expansão do que chamou de “zona de segurança” no sul do Líbano, em meio à continuação das operações e ocupação do Exército israelense no território do país árabe. Ele não detalhou a medida. “Instruí a expansão ainda maior da já existente zona de segurança para impedir definitivamente a ameaça de invasão e empurrar o disparo de mísseis para longe das nossas fronteiras”, afirmou ele em pronunciamento em hebraico publicado nas redes sociais. “Estamos determinados em mudar fundamentalmente a situação no norte”, disse o premiê. As Forças Armadas de Israel já haviam recebido ordens de expandir operações no sul do Líbano no último dia 12, em meio a confrontos com o Hezbollah. O Estado judeu também já havia estendido as ordens de retirada na região para além do rio Litani, marco geográfico que costuma definir o sul libanês e limita a área já ocupada por Israel, hoje com operação da Unifil, a força de estabilização da ONU. No último dia 12, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou tomar território libanês —levantando novamente temores de ocupação, como a ocorrida de 1982 a 2000. “Alertei o presidente do Líbano que, se o governo libanês não souber controlar o território e impedir o Hezbollah de ameaçar as comunidades do norte e disparar contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos”, afirmou Katz na ocasião. Israel tem destruído infraestrutura usada pelo grupo extremista, o que inclui importantes pontes na região, outro sinal de que o país pretende dificultar o retorno de deslocados e estender sua presença no território. O Exército israelense relatou uma morte e nove soldados feridos durante confrontos com o Hezbollah no sul do Líbano de sexta para sábado. Ao menos quatro soldados israelenses já morreram nos combates contra o grupo xiita, apoiado pelo Irã. Do lado libanês, o governo afirma que 51 profissionais de saúde já morreram em ataques desde o reinício mais intenso das hostilidades, que nunca cessaram por completo desde que o Hezbollah passou a apoiar o Hamas na guerra na Faixa de Gaza, iniciada com o ataque terrorista do 7 de Outubro de 2023. Os mortos em outras partes do Líbano, incluindo na capital, Beirute, já passa de 1.100, com mais de 1 milhão de deslocados, em particular de áreas ao sul —o número representa quase 20% de toda população libanesa.
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