Olhar o ser humano como plural e ao mesmo tempo único. A abordagem permite, por exemplo, a escolha de exames, medicamentos e tratamentos adaptados ao perfil individual de cada paciente. No centro dessa transformação está a genômica, ramo da genética que estuda o genoma completo de um organismo, incluindo o sequenciamento e análise, e que tem se mostrado a chave para a medicina de precisão, realidade ainda distante para muitas pessoas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 80% dos estudos clínicos genômicos ocorrem em países de alta renda, enquanto menos de 5% ocorrem em países de baixa e média renda, deixando lacunas em relação a crianças e idosos. Um relatório da OMS reforça a importância de pesquisas clínicas mais inclusivas, geograficamente diversas e sensível aos contextos regionais, garantindo que estudos reflitam a diversidade das populações globais e as necessidades de saúde pública. O relatório propõe ações como aumento do investimento em infraestrutura e capacidade de pesquisas em regiões sub-representadas e maior inclusão de crianças, idosos e outros grupos excluídos dos estudos clínicos.
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