AAlguns usuários do transporte ferroviário da Região Metropolitana de Fortaleza informaram ao Brasil de Fato que foram surpreendidos com alterações nos horários de funcionamento do metrô. As mudanças, de acordo com um deles, tiveram início no dia 6 de outubro. “O novo cronograma trouxe prejuízos, principalmente aos trabalhadores e estudantes que dependem desse meio de transporte”, afirma Maria Ferreira dos Santos, usuária do metrô. Ela conta que ficou sabendo da mudança nos terminais de trem, no início de outubro, depois de aguardar meia hora pelo transporte. “Tinha várias pessoas inquietas com a espera, quando de repente aparece um segurança e avisa que, a partir daquela data, só quatro trens fariam os horários de 8h às 16h30.” Maria Ferreira diz que, depois de muitas reclamações, os passageiros foram informados, por meio de um segurança, que os avisos haviam sido divulgados nas redes sociais. Segundo ela, isso dificultou a comunicação das mudanças, pois muitas pessoas, principalmente idosas, não utilizam redes sociais com tanta frequência ou facilidade. “Na verdade, deveria ter alguém avisando na hora do embarque ou quando você está comprando o ticket, além de avisos nos terminais. O comunicado deveria ter sido feito também nos noticiários de televisão”, acrescenta. O advogado e servidor público, Márcio Aguiar, que também é usuário, disse que não estava sabendo das mudanças, mas que sentiu a demora cada vez mais constante dos trens. “Agora que eu soube que mudou os horários faz sentido uma coisa que eu percebi, que é o fato de que os trens estão demorando mais. A gente espera mais entre um trem e outro, entre uma viagem e outra, e essa é uma mudança que todo mundo comenta na plataforma, todo mundo que utiliza o metrô comenta que os trens têm demorado mais”. Maria Ferreira informa que, antes, o intervalo entre os trens era de quinze em quinze minutos. Agora, os passageiros esperam entre vinte e cinco e trinta minutos. Mas as mudanças nos horários, a demora e a superlotação não são os únicos problemas apontados pelos passageiros, como enfatiza Aguiar. Para ele, um dos principais problemas é o estado de conservação dos trens. “Realmente, os trens são sujos, a limpeza deixa muito a desejar em relação ao que era no começo. Os assentos estão sujos, muitos danificados e sem troca. É natural que, com o tempo, os materiais se deteriorem, mas tem que haver manutenção, substituição de assentos e de peças, e isso a gente não vê acontecer.” Outro problema apontado por ele é o mau funcionamento do ar-condicionado. “Isso é motivo de muita reclamação dos usuários. Frequentemente, os vagões não têm ar-condicionado ou ele funciona muito fraco, e em épocas de calor, como a que temos vivido, é praticamente insuportável ficar ali dentro. Só ficamos porque é o jeito, mas realmente é muito frequente o problema com o ar-condicionado.” Metrofor O Brasil de Fato entrou em contato com a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), que informou, por meio de nota, ter lançado recentemente um novo modelo de consulta dos horários dos trens. O sistema destaca o horário de saída, a previsão de chegada ao destino e os dois próximos horários de partida na estação de embarque. Quando há mudanças, elas podem ser consultadas na ferramenta disponível no site oficial, no Instagram ou por meio de QR Code nas estações. Sobre a manutenção dos trens e do ar-condicionado, a nota informa que a empresa tem acompanhado atentamente o feedback dos passageiros e se empenhado em aprimorar continuamente as manutenções dos diversos componentes do sistema metroferroviário, incluindo o ar-condicionado. A empresa destacou que, nesse caso específico, a percepção de calor pode ser intensificada pelo maior número de pessoas nos trens, especialmente nos horários de pico. O Metrofor também informou que, quando algum trem apresenta falhas mecânicas, como ocorreu na última terça-feira (14), a frota em operação é temporariamente reduzida, o que ocasiona aumento no tempo de espera e plataformas cheias. Além disso, a empresa acrescentou que pode retirar um trem de sua grade operacional fora do horário de pico para manutenção, o que pode causar alguns dos problemas relatados, mas que se tratam de situações pontuais. :: Clique aqui para receber notícias do Brasil de Fato Ceará no seu Whatsapp ::
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