O segundo mandato de Donald Trump chega nesta terça-feira (20) à marca de um ano. Nesse tempo, o presidente se manteve fiel ao discurso que o levou de volta à Casa Branca, marcado por confronto, nacionalismo e autoritarismo. Na prática, atropelos ao Congresso e ao direito internacional foram outra marca. Em áreas como imigração e comércio, houve uma avalanche de medidas de forte impacto simbólico. Entre idas e vindas, ameaças e ofensivas, decisões de Trump testaram os limites da lei e das instituições, abriram crises internas e com aliados históricos, redefiniram o modo de fazer política nos EUA e reacenderam disputas. O cenário da marca de um ano é carregado de exemplos práticos dessa instabilidade: o risco de uma guerra tarifária com a Europa; uma proposta pouco explicada de um conselho de paz para a Faixa de Gaza; a escalada militar com o Irã; uma crise interna com acusações contra imigrantes e abusos de agentes federais em Minnesota; negociações com grandes empresários para explorar petróleo na Venezuela; e o presidente insinuando que quer tomar a Groenlândia porque não ganhou o Nobel da Paz. O Café da Manhã desta terça-feira (20) faz um balanço de Donald Trump no poder. Felipe Loureiro, professor de relações internacionais da USP, analisa o personalismo e o autoritarismo desse segundo mandato e discute as perspectivas para os Estados Unidos e para o mundo. O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente. O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Magê Flores e Gustavo Simon, com produção de Daniel Castro, Gustavo Luiz e Laura Lewer. A edição de som é de Raphael Concli e Thomé Granemann.
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