Na manhã deste sábado (15), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) se tornou réu por unanimidade no Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão unânime da Primeira Turma. A última a votar foi a ministra Cármen Lúcia, que acompanhou os colegas ao decidir que o parlamentar que está nos Estados Unidos tentou interferir no julgamento que corre na suprema corte contra o pai dele, Jair Bolsonaro, a respeito da trama golpista. Além da ministra, se manifestaram favoravelmente à decisão o relator Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Embora todos tenham votado, o processo segue correndo até o dia 25 de novembro, e até lá é permitido que qualquer dos ministros altere o voto. O caso teve início com uma denúncia da Procuradoria-Geral da República, acusando Eduardo Bolsonaro de crime de coação no curso do processo. No voto de Moraes ele cita que o parlamentar ameaçou ministros do STF com sanções, como a Lei Magnitsky, e também o tarifaço contra o Brasil sobre determinados produtos de exportação aos EUA. “A grave ameaça materializou-se pela articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América”, afirmou. Eduardo Bolsonaro saiu do Brasil em março e não voltou desde então, mantendo seu cargo na Câmara dos Deputados licenciado.
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