A primeira-ministra em fim de mandato da Dinamarca, Mette Frederiksen, foi nomeada pelo rei, neste sábado (23), para liderar as negociações para a formação de um novo governo. A medida ocorreu após duas rodadas de negociações anteriores terem fracassado, na sequência das eleições parlamentares de 24 de março. Um dia antes, o líder do partido liberal Venstre, Troels Lund Poulsen, anunciou que não havia conseguido formar um governo de direita. “Os partidos que representam a maioria no Folketing [Parlamento] recomendaram a nomeação da primeira-ministra Mette Frederiksen para liderar as negociações com vistas à formação de um governo”, afirmou a Casa Real em comunicado. A primeira rodada de negociações já havia sido liderada por Frederiksen, que foi substituída em 8 de maio por Troels Lund Poulsen. O rei Frederik 10º pediu a Frederiksen que explorasse a possibilidade de formar uma coligação que incluísse, entre outros, o Partido Popular Socialista e o Venstre, segundo a Casa Real. As negociações para formar uma coligação governamental, que já duram 59 dias, nunca foram tão longas na história do país, segundo a imprensa dinamarquesa. “Começaremos amanhã”, disse Frederiksen a jornalistas após se reunir com o rei, segundo o veículo DR. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Frederiksen apresentou ao rei uma carta de renúncia ao cargo em março. O afastamento ocorreu após o Partido Social-Democrata, sua sigla, ganhar as eleições legislativas com uma margem apertada —os governistas acumularam 21,9% dos votos, o pior desempenho em mais de cem anos. Apesar do resultado favorável, a coalizão de esquerda que reúne o Partido Social-Democrata alcançou 84 dos 179 assentos do Parlamento —são necessários 90 para formar maioria. O bloco à direita conquistou 77 cadeiras. Sozinho, o partido de Frederiksen obteve 38 assentos. Os Moderados, legenda à qual pertence o ministro de Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, obteve 7,7% dos votos. Frederiksen reconheceu, na ocasião, o cenário eleitoral fragmentado durante um debate na quarta, afirmando que o resultado descartou a possibilidade de formar um governo tradicional de direita ou esquerda. “Então o que resta é que precisamos cooperar. Essa é a mensagem aqui”, disse ela.
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