Cerca de R$ 170 milhões vão ser usados para fortalecer as guardas municipais do país. O programa Município Mais Seguro foi lançado nesta quarta-feira (22) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desse valor, R$ 100 milhões vão ser utilizados para oferecer armas de menor potencial ofensivo, como armas de choque e coletes à prova de balas, além de treinamento aos policiais. Outros R$ 65 milhões vão para estruturar a gestão da segurança pública municipal e fortalecer as guardas. Os profissionais vão ser capacitados para prevenção em áreas vulneráveis e no atendimento de mulheres em situação de violência, além do uso adequado da força. O presidente do Conselho Nacional de Dirigentes de Guardas Municipais, o Comandante da Guarda de Curitiba, Carlos Celso dos Santos Júnior, avalia que as medidas vão ajudar no atendimento mais próximo da população: “Acredito que vai facilitar, que são armas não-letais, que vão facilitar o trabalho da Guarda Municipal de proximidade. Facilitar o policiamento comunitário no sentido de atender a população mais vulnerável, naquela questão da violência doméstica, da Patrulha Maria da Penha, dos crimes de menor potencial ofensivo, que é aquelas vezes o roubo de celular, o furto de celular, o furto de uma correntinha que assola o município”, afirma. O programa de saúde mental para agentes de segurança também vai atender os guardas municipais. O Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que a ação quer uma guarda efetiva e que respeite os direitos humanos: “Combater o crime sim, com toda a sofisticação que é possível dar em termos de equipamento, em termos, enfim, de doutrina. Mas é preciso que nós desenvolvamos uma polícia municipal cidadã. Este que é o propósito desse programa. A sensação de segurança que é muito importante do cidadão e da cidadã brasileira vão aumentar substancialmente”, aponta. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, existem 1.238 Guardas Civis Municipais no Brasil.
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