Na primeira reação oficial ao Prêmio Nobel da Paz, anunciado nesta sexta-feira (10), a Casa Branca criticou a decisão do comitê de homenagear María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, em vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que fez campanha aberta para receber a láurea. “Trump continuará fazendo acordos de paz, encerrando guerras e salvando vidas. Ele tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, capaz de mover montanhas com a força de sua vontade”, disse o porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung, em uma publicação na rede social X. “O Comitê Nobel provou que prioriza a política acima da paz.” A mensagem não cita María Corina. O comitê caracterizou María Corina como “um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos tempos recentes” e uma “figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida”. “É precisamente isso que está no cerne da democracia: nossa disposição compartilhada de defender os princípios do governo popular, mesmo discordando. Em um momento em que a democracia está ameaçada, é mais importante do que nunca defender esse ponto em comum”, diz o anúncio. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A campanha pró-Nobel de Trump havia sido engrossada na quarta-feira (8) com o anúncio, feito pelo americano em suas redes sociais, de que Israel e Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz para a Faixa de Gaza, com libertação de reféns pelo grupo terrorista e retirada militar de Tel Aviv. Nesta quinta (9), o governo israelense aprovou acordo para encerrar o conflito. O presidente republicano ainda não comentou a decisão do Nobel, mas nesta manhã já publicou três vídeos em sua conta Truth Social na manhã desta sexta mostrando apoiadores comemorando o acordo de Gaza. Antes mesmo de iniciar seu segundo mandato, em janeiro, Trump enviou mensagem de apoio a María Corina e a Edmundo González, a quem Washington reconheceu como presidente eleito da Venezuela no pleito em que Nicolás Maduro se declarou reeleito sob várias evidências de fraude. “A ativista venezuelana pela democracia María Corina Machado e o presidente eleito González estão pacificamente expressando as vozes e o desejo do povo venezuelano com centenas de milhares de pessoas que protestam contra o regime. A grande comunidade venezuelana-americana no Estados Unidos apoia esmagadoramente uma Venezuela livre, e me apoiou fortemente”, escreveu Trump à época no Truth Social.
Ultimas Noticias
- Rafa de Hildecio mostra que herdou a política do pai, mas faz do seu jeito e conquista até antigos adversários
- Valença celebra um Dois de Julho histórico com praça lotada, civismo e valorização da Independência da Bahia
- Valença celebra o 2 de Julho com civismo, tradição e ampla participação popular
- Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor
- Brasil não vai abandonar a mesa, diz ministro sobre taxação dos EUA
- Alagoas ganha rota turística de cidades coloniais
- Brasileiros têm dia ruim em Wimbledon e caem nas duplas masculinas
- Lula inaugura túnel de transposição das águas do São Francisco no RN


