A Suprema Corte da Coreia do Sul manteve nesta quinta-feira (9) a pena de sete anos de prisão imposta ao ex-presidente Yoon Suk Yeol por obstruir as tentativas das autoridades de prendê-lo após a breve decretação de lei marcial, em 2024. A decisão confirma o entendimento da Alta Corte de Seul, que, em abril, aumentou a pena de Yoon de cinco para sete anos ao considerá-lo culpado de acusações adicionais. Segundo a Suprema Corte, não houve erro na interpretação da lei pela instância anterior. O tribunal também manteve a conclusão de que Yoon falsificou documentos, deixou de cumprir o procedimento legal exigido para decretar a lei marcial —que deve ser discutida em uma reunião formal do gabinete ministerial— e divulgou informações falsas a veículos de imprensa estrangeiros. Após a decisão, os advogados do ex-presidente afirmaram que recorrerão ao Tribunal Constitucional. “Vamos contestar a constitucionalidade dessa decisão por meio dos procedimentos de controle de constitucionalidade, incluindo uma reclamação constitucional”, disse um dos defensores de Yoon. Os promotores, que haviam pedido uma pena de dez anos de prisão, acusaram o ex-presidente de abuso de poder e de causar prejuízos à população. Yoon, de 65 anos, também foi condenado, em fevereiro, à prisão perpétua por liderar uma insurreição relacionada à decretação da lei marcial. Réu em outros sete processos, o ex-presidente está preso desde julho de 2025.
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