© 26.07.2020/Tânia Rêgo/Agência Brasil O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou recurso da União e manteve a decisão liminar que proíbe o aumento para 12% do imposto de exportação do petróleo. O governo federal havia editado uma medida provisória em março aumentando o tributo para estimular que a produção nacional de petróleo fique no país e, assim, contribua para a manutenção dos preços dos combustíveis, impactados pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Nesta semana, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional havia recorrido de uma decisão da primeira instância que impedia o aumento do imposto para exportação. A desembargadora do TRF2 Carmen Lima de Arruda entendeu que a Fazenda Nacional falhou em demonstrar o risco de manutenção da decisão, não se vislumbrando prejuízo em aguardar o julgamento final. A decisão atendeu a pedido de cinco multinacionais: Total Energies, da França; Repsol Sinopec, da Espanha e da China; Petrogal, de Portugal; Shell, do Reino Unido e da Holanda; e Equinor, da Noruega. Medidas O aumento do imposto de importação faz parte das medidas adotadas pelo governo federal para impedir o aumento dos preços dos combustíveis no país. O tributo compensaria a perda de arrecadação com a isenção do PIS e da Cofins sobre o óleo diesel. Além disso, o governo anunciou uma série de subvenções para baixar os preços dos combustíveis. Somados, os valores trariam uma redução de R$ 2,34 no preço cobrado pelo litro do diesel. *Com informações da Agência Brasil
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