O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto pelos ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano nesta madrugada. Em sua rede social Truth Social, Trump disse que Khamenei “não foi capaz de evitar nossa inteligência a nossos altamente sofisticados sistemas de rastreamento”. O republicano ainda prometeu continuar com o “bombardeio pesado e direcionado” de maneira ininterrupta por toda a semana “até que seja necessário alcançar nosso objetivo da paz em todo Oriente Médio e, de fato, no mundo”. O Irã, no entanto, não confirmou a informação. Horas antes do anúncio de Trump, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, na verdade, desmentiu a informação da morte do aiatolá, que já havia sido mencionada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em entrevista à emissora estadunidense NBC, Araghchi disse que Khamenei estaria vivo e que “quase todos os oficiais estão seguros e vivos”. “É provável que tenhamos perdido um ou dois comandantes, mas isso não é um grande problema”, disse. O ministro iraniano ainda afirmou que os EUA não conseguiriam mudar um regime “enquanto milhões de pessoas estão apoiando esse suposto regime”, e fez questão de destacar que o ataque era “unilateral, ilegal e absolutamente ilegítimo perante o direito internacional”. Na madrugada deste sábado, EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã e bombardearam massivamente 24 províncias do país. Segundo o Crescente Vermelho do Irã – que faz parte da organização humanitária internacional Cruz Vermelha – pelo menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas após os ataques. Em Teerã, uma escola foi bombardeada e matou mais de 100 crianças. Segundo a emissora iraniana Hispan TV, uma filha, um genro, uma nora e um neto do aiatolá foram assassinados pelos ataques deste sábado. Em armas, na ONU e nas ruas O Irã retaliou e lançou ataques contra Israel e 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal iraniana, instalações militares estadunidenses no Bahrein, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita foram atingidas. A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou ter atacado um navio de apoio de combate da Marinha dos EUA, identificado como US MST. Além disso, autoridades iranianas anunciaram o fechamento do Estreito de Ormuz, segundo entrevista do major general Ebrahim Jabari à emissora Al Mayadeen. A agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (Maritime Trade Operations) informou ter recebido diversos relatos de embarcações que operam no Golfo Pérsico confirmando que foram notificadas sobre o fechamento da rota, considerada “principal” para o transporte global de petróleo. No Conselho de Segurança da ONU, o embaixador iraniano denunciou as ações dos EUA e de Israel, classificando os ataques como “um crime de guerra”. “O Irã vai continuar a exercer o seu direito de se defender de maneira decisiva e sem hesitação até que a agressão seja interrompida nos últimos termos”, prometeu o diplomata iraniano. Enquanto isso, nas ruas de algumas cidades iranianas a população saiu as ruas para apoiar o governo e demonstrar rechaço aos ataques dos EUA e de Israel. Na capital Teerã, milhares de pessoas se concentraram com bandeiras iranianas e entoaram palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel”. Protestos também foram registrados fora do Irã. Nos EUA, manifestantes se concentraram em frente à Casa Branca, na capital Washington DC, e também na praça Times Square, em Nova York.
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