O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã continuam sem avançar porque os líderes iranianos são “fortes” e “orgulhosos”, salientando que se trata de um povo que está “lutando há 47 anos”. © REUTERS/Nathan Howard O presidente dos Estados Unidos afirmou que ainda não foi possível chegar a um acordo com o Irã porque os líderes de Teerã são “fortes” e “orgulhosos”. “Eles são fortes, são orgulhosos. Há coisas que nunca imaginaram fazer e que agora terão de fazer. Não têm escolha, e isso leva algum tempo para acontecer”, reconheceu Donald Trump na sexta-feira, 5 de junho, em entrevista à NBC News. As declarações do presidente norte-americano acontecem em meio a avanços e recuos nas negociações com o Irã, sem que as duas partes consigam chegar a um consenso. O conflito já dura quase quatro meses, desde que Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra Teerã, no fim de fevereiro, que matou vários líderes iranianos, incluindo o então aiatolá. Para Trump, porém, o tempo decorrido ainda não é motivo de preocupação. Na mesma entrevista, o presidente criticou aqueles que reclamam da suposta demora para um acordo com o Irã: “Essas coisas levam anos.” “Essas pessoas [os iranianos] estão em conflito há 47 anos. Eles vêm matando americanos. Eu estou fazendo isso muito rapidamente”, argumentou. “Estou lidando com isso há apenas três meses. A guerra do Vietnã durou 19 anos”, lembrou. “Estou no meu terceiro mês e tudo o que perguntam é: ‘Quando você vai vencer?’. Se eu fosse democrata, ninguém estaria falando dessa forma, mas isso não me incomoda. Estou acostumado”, minimizou o presidente norte-americano, reforçando em seguida que os Estados Unidos “destruíram completamente” as forças iranianas. “A maior parte das fábricas de drones foi destruída, a maioria das plataformas de lançamento foi destruída e grande parte das instalações de fabricação de mísseis também foi destruída. Mas eles ainda têm capacidade. Ainda possuem alguns mísseis e alguns drones”, admitiu. “Eu diria que eles mantêm algo em torno de 21% a 22% do seu arsenal de mísseis. Ainda são muitos mísseis, mas não é nada comparado ao que tinham quando lançamos o primeiro ataque”, acrescentou. Desde o início do conflito, Donald Trump tem afirmado repetidamente que um acordo entre as partes está “próximo”, chegando inclusive a estabelecer prazos de poucas semanas para o fim da guerra. No entanto, desde 28 de fevereiro, quando a ofensiva começou, o único avanço concreto foi a assinatura de um cessar-fogo temporário, que vem sendo prorrogado desde abril. Apesar disso, continuam ocorrendo ataques esporádicos entre as forças envolvidas e também entre países aliados de cada lado, como ofensivas iranianas contra o Kuwait e ataques israelenses ao Líbano. Além disso, o Estreito de Ormuz segue fechado após os Estados Unidos imporem um bloqueio naval para aumentar a pressão sobre o Irã. Leia Também: EUA fornece vistos à seleção do Irã, mas com aviso: “Não permitiremos” Escolha o Notícias ao Minuto como fonte preferida no Google Receba as nossas notícias com mais destaque sempre que pesquisar no Google.
Ultimas Noticias
- Rafa de Hildecio mostra que herdou a política do pai, mas faz do seu jeito e conquista até antigos adversários
- Valença celebra um Dois de Julho histórico com praça lotada, civismo e valorização da Independência da Bahia
- Valença celebra o 2 de Julho com civismo, tradição e ampla participação popular
- Operação da PF tem prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor
- Brasil não vai abandonar a mesa, diz ministro sobre taxação dos EUA
- Alagoas ganha rota turística de cidades coloniais
- Brasileiros têm dia ruim em Wimbledon e caem nas duplas masculinas
- Lula inaugura túnel de transposição das águas do São Francisco no RN


