O enviado especial de Trump para a Faixa de Gaza e Ucrânia, Steve Witkoff, tinha anunciado na quarta-feira (14), que o plano norte-americano para o fim da guerra no território tinha entrado na segunda fase. Esta fase está centrada no desarmamento do movimento islâmico palestino Hamas e inclui a formação do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, que irá supervisionar um comitê palestino de tecnocratas, temporário e apolítico. “Como Steve Witkoff anunciou, entramos oficialmente na próxima fase do Plano de Paz de 20 pontos para Gaza”, declarou Trump, em uma mensagem publicada na rede social que detém, a Truth Social. O Presidente alegou que, desde o cessar-fogo, os Estados Unidos contribuíram para o envio de níveis recorde de ajuda humanitária para Gaza, chegando à população civil a uma velocidade e escala históricas. Horas antes, o diretor executivo do Gabinete da ONU para Serviços de Apoio a Projetos, o português Jorge Moreira da Silva, insistiu igualmente na necessidade de levantar restrições à entrada em Gaza de ajuda humanitária. Há meses que as organizações não-governamentais operando no território palestino lamentam os obstáculos impostos por Israel para deixar entrar mantimentos essenciais. Donald Trump explicou que, na qualidade de presidente do Conselho de Paz, apoia o recém-nomeado governo tecnocrático palestino, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, que governará o enclave durante a transição. O republicano acrescentou que os membros do Conselho serão anunciados em breve. Na quarta-feira, o Egito divulgou haver um consenso sobre os nomes dos 15 membros do comitê tecnocrático palestino que irá administrar o território. Um alto responsável do Hamas saudou na quinta-feira a formação de um comitê de peritos encarregado de administrar a Faixa de Gaza após a guerra, afirmando que este contribuirá para consolidar o cessar-fogo e impedir um regresso aos combates. Israel declarou em 7 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para “erradicar” o movimento islâmico palestino Hamas, horas depois de terem realizado em território israelense um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251. A guerra de retaliação israelense no enclave palestino fez mais de 71.400, na maioria civis – entre os quais mais de 20 mil crianças -, e mais de 171 mil feridos, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos. Os mais de dois milhões de habitantes do enclave palestino viviam já anteriormente com dificuldades, causadas por outros bombardeamentos israelenses e com o embargo imposto por Israel a partir de 2007, quando o Hamas chegou ao poder. Corina oferece Nobel a Trump e premiação avisa: “título não muda de dono” A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, admitiu esta quinta-feira que deu como presente ao presidente norte-americano, Donald Trump, a medalha do Prémio Nobel da Paz Notícias ao Minuto | 06:30 – 16/01/2026
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