A vacina para a prevenção de herpes-zóster não será incorporada, por enquanto, ao SUS, Sistema Único de Saúde. A decisão d Ministério da Saúde se baseia no relatório da Conitec, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SIS, responsável por avaliar tecnologias em saúde, que considerou o imunizante caro diante do impacto que poderia ter em relação ao combate à doença. A vacina é a recombinante adjuvada contra o herpes-zóster para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos. O relatório reconhece a importância do imunizante, mas destaca que “considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”. O documento ainda apresenta um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. O Ministério da saúde informou que a incorporação da vacina contra o herpes-zóster poderá passar por novo processo de avaliação pela Conitec, se forem apresentados fatos novos que alterem o resultado da análise já realizada. O herpes-zóster, conhecido como cobreiro, é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que da catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa. Entre os sintomas estão queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa, cansaço e manchas vermelhas que evoluem para bolhas. As lesões cutâneas aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.
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