O líder da China, Xi Jinping, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o “retorno de Taiwan à China” é uma parte fundamental da ordem internacional do pós-guerra, durante uma ligação telefônica nesta segunda-feira (24), informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. “China e Estados Unidos lutaram lado a lado contra o fascismo e o militarismo, e agora deveriam trabalhar juntos para salvaguardar os resultados da Segunda Guerra Mundial”, disse Xi, segundo a Xinhua. Um funcionário da Casa Branca confirmou que Trump e Xi conversaram por telefone, mas não forneceu detalhes sobre o teor da ligação. Pequim considera Taiwan e a China continental como partes de uma única China e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha. O governo em Taipé rejeita a reivindicação e afirma que apenas o povo taiwanês pode decidir seu futuro. Atualmente, a China está envolvida em sua maior crise diplomática em anos com o Japão, depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou neste mês que um hipotético ataque chinês a Taiwan poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio —o Japão é um dos aliados mais importantes dos EUA na Ásia, e Trump visitou Takaichi no fim de outubro. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A missão chinesa na ONU (Organização das Nações Unidas), por meio do embaixador e chefe da delegação, Fu Cong, enviou ao secretário-geral da organização uma carta em que afirma que Takaichi expressa ambições de intervir militarmente na questão de Taiwan, emitindo uma ameaça de uso de força contra a China. O documento, segundo declaração da missão chinesa na ONU, tem como objetivo detalhar a posição do regime em relação às declarações de Takaichi ao Parlamento japonês. “Se o Japão ousar tentar uma intervenção armada na situação do Estreito, estará cometendo um ato de agressão. A China exercerá resolutamente seu direito de autodefesa, conforme previsto na Carta da ONU e no direito internacional, e defenderá firmemente sua soberania e integridade territorial”, escreveu Fu, segundo a publicação. Xi e Trump se encontraram na Coreia do Sul no último dia 30 após meses de tensões comerciais desencadeadas pelas políticas tarifárias de Trump. Desde então, a China retomou as compras de soja dos EUA e suspendeu suas restrições ampliadas às exportações de terras raras, enquanto Washington reduziu as tarifas sobre a China em 10%. Xi disse que as relações China-EUA se estabilizaram e melhoraram desde o encontro. “Os fatos novamente mostram que a cooperação beneficia ambos os lados, enquanto o confronto prejudica ambos”, disse ele a Trump, instando os dois países a manterem um impulso positivo e expandirem a cooperação. Os dois líderes também discutiram a Guerra na Ucrânia, segundo a agência. Xi reiterou que a China apoia todos os esforços conducentes à paz, ao mesmo tempo que pede a todas as partes que reduzam suas diferenças para se chegar a um acordo.
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