Ao menos seis pessoas foram mortas em um atentado a tiros em um ponto de ônibus de Jerusalém nesta segunda-feira (8). Há 11 feridos, dos quais seis em estado grave. De acordo com a polícia de Israel, dois atiradores que praticaram o crime foram alvejados e mortos em seguida. Autoridades ainda não esclareceram quem são os agressores nem o motivo do crime. O Hamas elogiou os criminosos, aos quais chamou de “combatentes da resistência”, mas não reivindicou a responsabilidade pelo atentado. O Jihad Islâmico, outro grupo terrorista palestino, também celebrou o atentado, sem assumi-lo. Em resposta ao tiroteio, o ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu revidar, ao dizer que “um poderoso furacão atingirá os céus da cidade de Gaza hoje”. Depois, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, foi ao local do ataque e disse que Israel está lutando uma “poderosa guerra contra o terror”. Já o ministro das Finanças, o extremista Bezalel Smotrich, afirmou que a Autoridade Palestina, órgão reconhecido pela comunidade internacional que governa parcialmente a Cisjordânia, “cria e educa seus filhos para assassinar judeus” e que “deve desaparecer do mapa”. Recentemente, Smotrich apresentou um plano para que Israel anexe 82% da Cisjordânia, em resposta ao plano de uma série de países ocidentais de reconhecer um Estado palestino. Na semana passada, o serviço de inteligência de Israel afirmou ter desfeito um plano do Hamas de matar Smotrich. As autoridades já divulgaram os nomes de 4 dos 6 mortos na ação. São eles os israelenses Yisrael Matzner, 28, Yosef David, 43 e Levi Yitzhak Pash, cuja idade não foi divulgada. A quarta vítima identificada é Yaakov Pinto, 25, que nasceu na Espanha e migrou para Israel. A polícia israelense informou que dois agressores chegaram de carro e abriram fogo contra o ponto de ônibus em Ramot Junction por volta das 10h15 locais (4h15 de Brasília). Um segurança e um civil revidaram e mataram os atiradores. Com eles, estavam várias armas, munições e uma faca. Eles foram classificados como terroristas. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ouvir o barulho dos tiros vindos de perto de um ônibus, e dezenas de pessoas começam a correr em desespero entre os veículos na via, naquele momento congestionada. Ramot Junction é uma ligação viária em uma das chegadas de Jerusalém. A junção está localizada em uma parte da cidade que Israel capturou na guerra de 1967 e depois anexou, em uma ação que as Nações Unidas e a maioria dos países não reconhecem. Imagens da agência Reuters mostraram forte presença policial na área de Ramot após o tiroteio. O serviço de ambulância informou que um paramédico relatou que várias vítimas estavam caídas na rua e na calçada, algumas inconscientes. O Exército israelense afirmou ter enviado soldados para a área e está auxiliando a polícia na busca por suspeitos. Soldados também estavam operando em áreas de Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, para conduzir interrogatórios e combater o terrorismo, afirmou. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Em outubro de 2024, dois palestinos, um com uma arma de fogo e o outro com uma faca, mataram sete pessoas em Tel Aviv. Em novembro de 2023, dois homens armados palestinos mataram três pessoas em um ponto de ônibus em Jerusalém. Os serviços de segurança israelenses afirmaram que, em ambos os casos, os agressores eram ligados ao Hamas. O ataque ocorre em meio a uma ofensiva de Tel Aviv para ocupar a Cidade de Gaza. No domingo (7), as Forças Armadas bombardearam mais um edifício no local, sendo o terceiro dia consecutivo em que este tipo de ataque acontece no maior centro urbano do território palestino. Nesta segunda, as Forças Armadas emitiram mais um alerta de evacuação para palestinos, afirmando que será realizado um novo ataque a outro prédio na capital de Gaza. Segundo Israel, esses locais são usados pelo Hamas. O atentado desta segunda também se dá a menos de um mês de os ataques terroristas de 7 de Outubro, quando o Hamas invadiu Israel, dando início ao conflito, completarem 2 anos. O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou o episódio, e o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, descreveu o episódio como covarde. Israel anunciou nesta segunda que proibiu a entrada a entrada da vice-primeira-ministra da Espanha, Yolanda Díaz, no país. A decisão é uma resposta ao anúncio do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que apresentou uma série de medidas para “deter o genocídio em Gaza”, incluindo um embargo de armas a Israel e a proibição de que embarcações que transportem combustível para o Exército israelense atraquem em portos espanhóis. O governo da Espanha é uma das vozes europeias mais críticas em relação à campanha militar em Gaza, que vive uma crise humanitária. Tel Aviv acusou o país europeu de conduzir uma “campanha anti-israelense e antissemita”. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha divulgou um comunicado rejeitando “categoricamente as falsas e caluniosas acusações de antissemitismo”.
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