Autor: Brunno Mattos

Existe uma pergunta simples que revela para quem a cidade é construída: quem realmente consegue viver a cidade? Quem mora perto do trabalho, do lazer e dos serviços públicos? Quem consegue se deslocar sem perder horas em ônibus lotados? Em Porto Alegre e na Região Metropolitana, a resposta é clara: quem vive na periferia paga mais caro — em dinheiro, tempo e qualidade de vida. A mobilidade urbana nunca foi apenas transporte. É acesso à cidade. Quando um trabalhador da Restinga, de Alvorada ou de Gravataí precisa pegar dois ou três ônibus para chegar ao emprego, não perde apenas parte…

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