Aos jornalistas, após o evento, o presidenciável do PSD afirmou que ‘nunca falei nada de forma indireta na minha vida’ O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, nesta quarta-feira (20), que qualquer liderança “contaminada” por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, perde as condições de governar o país. Caiado fez a crítica aos “contaminados por Vorcaro” durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília. A fala acontece dias após o vazamento de diálogos vazados entre o banqueiro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à Presidência da República. Com a declaração, o ex-governador, que vinha fazendo declarações protocolares sobre o tema, subiu o tom. “Vorcaro contaminou todos os Poderes. Todos os Poderes estão envolvidos em escândalos”, declarou Caiado ao público do evento. “A vida do candidato deve ser pública. A pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República”, completou, sem mencionar o nome do filho do ex-presidente. Na saída do evento, Caiado foi questionado por jornalistas. O ex-governador goiano negou que a fala tenha sido uma indireta a Flávio Bolsonaro. “Nunca falei nada de forma indireta na minha vida. Cada um tem o direito de se explicar das acusações que pesam sobre ele. O que eu disse são condicionantes para o exercício da profissão de presidente da República. A pessoa tem que estar lá com a posição de independência moral para governar o País e, com isso, resgatar a ordem institucional”, justificou. Desde a divulgação dos áudios, na última quinta-feira (15), Caiado se mantinha cauteloso e evitando críticas a Flávio Bolsonaro, ao contrário de Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e também postulante ao Palácio do Planalto, que desde o princípio cobrou publicamente o filho de Jair Bolsonaro sobre seu envolvimento com o escândalo do Banco Master. Nos áudios, Flávio Bolsonaro pedia recursos para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai. Segundo o site Intercept, o valor pedido pelo parlamentar era de R$ 134 milhões, mas a família teria recebido R$ 61 milhões.
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