Fica cada vez mais evidente um problema que muita gente comenta nos bastidores, mas poucos têm coragem de falar publicamente: a CDL de Valença parece ter perdido aquele espírito de luta e criatividade que já marcou o comércio da cidade em outros tempos.
Bons tempos aqueles de Osni, da Farmácia Taperoá, de Antônio, do Boticário, e de Ademir Costa à frente da CDL.
Na época do São João, o comércio praticamente respirava junto com a cidade. Corriam atrás de parcerias com a Prefeitura, ajudavam na ornamentação, promoviam campanhas, criavam promoções, sorteios e ações para aquecer as vendas. Existia entusiasmo, movimento e vontade de fazer o dinheiro circular dentro de Valença.
Hoje o que muita gente vê é uma CDL apática, silenciosa e acomodada, esperando que a Prefeitura faça tudo sozinha. Só que o cenário mudou.
O prefeito Marcos Medrado já mandou o recado no rádio: houve sequestro de cerca de R$ 8 milhões por débitos de gestões passadas e o município não tem condições de bancar uma festa gigante como no ano passado sem comprometer obras e serviços essenciais.
Ou seja: esperar um mega São João cair do céu pode ser ilusão.
A pergunta que fica é: e o empresariado vai fazer o quê? Vai continuar sentado olhando o movimento cair? Vai esperar cliente aparecer por milagre? Vai deixar o comércio morrer enquanto internet, Shopee e cidades vizinhas engolem o consumo local?
A CDL precisa voltar a ser protagonista. Precisa criar campanhas, promoções, festivais de descontos, ornamentação, marketing coletivo, eventos culturais, sorteios e ações que incentivem o povo a comprar em Valença.
Porque comércio forte não nasce apenas de palco e banda cara. Nasce de união, criatividade e atitude.
E convenhamos: diretor de CDL não pode funcionar apenas como espectador de crise tomando café e esperando a Prefeitura resolver tudo.
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