Dois casos de sarampo foram confirmados no South Texas Residential Center, centro de detenção de imigrantes no Texas, nos Estados Unidos. As infecções levaram à imposição de quarentena aos dois pacientes, assim como a pessoas que tiveram contato com eles. O centro de detenção em Dilley recebe famílias sob custódia do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega, na sigla em inglês). Nesta semana, esteve em evidência depois que Liam Conejo Ramos, 5, foi mantido com seu pai na instalação. Os dois haviam sido detidos em Minnesota e foram libertados após decisão judicial. Os casos de sarampo foram confirmados pelo Departamento de Segurança Interna na segunda-feira (2), segundo a agência de notícias Reuters. O órgão afirmou que “todos os detentos estão recebendo atendimento médico adequado.” “O Corpo de Serviços de Saúde do ICE tomou medidas imediatas para impor quarentena e controlar a propagação e infecção adicional, cessando toda movimentação dentro da instalação e colocando em quarentena todos os indivíduos suspeitos de terem tido contato com os infectados”, acrescentou o departamento. “A equipe médica continua monitorando as condições dos detentos e tomará medidas apropriadas e ativas para prevenir infecções adicionais.” Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Os Estados Unidos têm visto um aumento de casos de sarampo em todo o país, inclusive em outras partes do Texas e na Carolina do Sul, que registrou o maior surto em nível estadual até agora, com 789 infecções. O Texas liderou um aumento nos casos de sarampo nacionalmente em 2025, com 762 infecções principalmente no oeste. Esse foi o maior número de infecções da doença nos Estados Unidos desde que o sarampo foi declarado eliminado do país em 2000. O surto no estado foi declarado encerrado em agosto. A instalação de Dilley do ICE, operada pela empresa privada CoreCivic CXW.N, foi aberta em 2014 para abrigar famílias migrantes capturadas atravessando ilegalmente a fronteira entre EUA e México. Seu fechamento estava previsto sob a administração Biden, mas o governo de Donald Trump decidiu recontratá-la em 2025 como parte de sua política de repressão à imigração.
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