Israel intensificou nesta segunda-feira (23) a ofensiva contra o Irã com uma nova série de bombardeios sobre alvos estratégicos em Teerã, ampliando uma guerra que já se estende por semanas e ganha dimensão regional. A resposta iraniana veio no mesmo tom. Autoridades de Teerã ameaçaram bloquear totalmente o Golfo Pérsico com minas navais caso ataques atinjam suas áreas costeiras ou ilhas, além de ampliar ofensivas contra infraestruturas de energia em todo o Oriente Médio. O conflito, que começou após ataques coordenados de Israel e Estados Unidos contra alvos iranianos, já se espalhou por diferentes países e envolve diretamente rotas estratégicas para o fornecimento global de energia. Nos últimos dias, o Irã intensificou os ataques com mísseis e drones contra Israel. No sábado (22), projéteis atingiram cidades no sul do país, como Dimona e Arad. Em Dimona, que fica próxima a um complexo nuclear israelense, houve impacto em áreas urbanas, deixando dezenas de feridos. Os ataques conseguiram atravessar parte do sistema de defesa aérea, o que levantou questionamentos sobre a eficácia da proteção em cenários de ofensiva mais intensa. Ao mesmo tempo, o Estreito de Ormuz se tornou o principal ponto de tensão. O Irã restringiu a passagem de embarcações e ameaça fechar totalmente a rota, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. A medida já pressiona o mercado internacional e aumenta o risco de uma crise energética. Diante da escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã para reabrir completamente o estreito em até 48 horas. Caso contrário, ameaçou atingir diretamente instalações energéticas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que poderão ampliar os ataques e considerar infraestruturas em toda a região como alvos legítimos. Os reflexos econômicos já aparecem nos mercados internacionais. Em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz e ao temor de interrupção no fluxo de petróleo, o barril do Brent chegou a US$ 113,76 e o WTI a US$ 101,32 nesta segunda-feira. Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, caiu cerca de 3,5%, acompanhando perdas em outros mercados da região, pressionados pela alta do petróleo e pelo risco de inflação global, segundo a Reuters. A escalada militar também avançou para o Líbano. Israel ampliou os ataques contra o Hezbollah, bombardeou pontes sobre o rio Litani e intensificou operações no sul do país. Segundo a Reuters, autoridades israelenses indicam que a ofensiva pode se prolongar por semanas, elevando o risco de expansão do conflito. No campo humanitário, o impacto é crescente. No Líbano, mais de 1.000 pessoas morreram e cerca de 1 milhão foram deslocadas desde a intensificação dos ataques, de acordo com autoridades locais. Já no Irã, estimativas reunidas pela Reuters apontam mais de 1.300 mortos no país, com números totais do conflito superando 2.000 vítimas. Europa entra em alerta após Irã lançar mísseis de longo alcance Ataque a base no Oceano Índico acende preocupação sobre capacidade iraniana de atingir longas distâncias. Episódio levanta temores de que cidades europeias possam estar dentro do alcance do arsenal de Teerã Notícias ao Minuto | 06:30 – 23/03/2026
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